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quinta-feira, 17 de março de 2011

TOCÁ RUFAR Renascer das Cinzas

Caríssimos,

O Tocá Rufar é um projecto que afirma a cultura portuguesa através do ritmo do bombo. Tem desenvolvido um louvável trabalho nas escolas, contribuindo para promover nos mais novos o sentido de responsabilidade, e a sua participação e envolvimento em actividades culturais.

Vejam. Contribuam. Divulguem.

Obrigada,






A.D.A.T. - ASSOCIAÇÃO DOS AMIGOS DO TOCÁ RUFAR

tels: 212123702/ 966831425 (provisórios)

Reg. 4º Cartório Notarial de Lisboa sob o nº 475 -B

Contribuinte nº 504 313 916



Paio Pires, 09 de Março de 2011



Exmos. Senhores,

O bombo de luto é um bombo que luta.

A 1 de Março de 2011 pelas 15h ardeu o TamborQFala, a sede do Tocá Rufar... sobre isto não resta mais que um pesado silêncio. Foi tão rápido, tão rápido que nos deixou sem palavras nem credo: o que vamos ser agora? O que vamos respirar a partir de agora? O que vamos sentir?

E logo começámos a ouvir os tambores. Sim, entre as labaredas soaram, em vez de lamentos, música! Eram os bombos que morriam lutando, gritando para que não desistíssemos nunca.

Não vamos desdizê-los: o Tocá Rufar renascerá graças aos bombos que nos inspiram.



Os que sentirem no coração esta perda, que é de Portugal inteiro, enviem os sinceros donativos para a conta da ADAT - Associação dos Amigos do Tocá Rufar:



Nib 0036 0050 99100254775 90 / Iban PT50 0036 0050 9910 0254 7759 0 ou ligando para o 760 50 10 90 (chamada 0.60€ + iva)



Não desistimos, vamos seguir em frente com as nossas actividades, ensaios, espectáculos, da forma que conseguirmos.

O melhor modo de nos ajudarem é também divulgar o sucedido pelo maior número de pessoas possível e gritar bem alto que vamos continuar e lutar para renascer e fazermos sempre cada vez melhor.



Muito obrigado,



Atenciosamente

P'lo Tocá Rufar

Rui Júnior

(Presidente da Direcção)

sexta-feira, 11 de março de 2011

Rejeição da Moção traduzida ao país


O BE apresenta uma moção de censura na Assembleia da República, censurando as políticas do governo e a forma como tem reagido à crise.
Os partidos votam:
PS – Vota contra, obviamente – não vai assumir que está a tomar as medidas erradas. Quer continuar no poder – apesar de tudo, mesmo tendo a plena consciência que não percebe nadinha de governação, que não tem a mínima ideia como sair da crise, é sempre melhor estar no poleiro – enquanto Portugal não afunda de vez, pelo menos ‘eles’ vão-se governando.
PSD – Abstém-se, claro! – Então se este governo está a aplicar as políticas que convém ao PSD (as que ele preconizou, as que ele aprovou, as que desejou) enquanto se queima inteirinho no forno, vai mudar-se porquê?
Por um lado, o PSD bem sabe bem que não tem equipa, nem líder, para formar governo; por outro, oferecer-se para ser governo nesta altura seria tornar-se voluntariamente no odioso, o que seria uma palermice. O PSD não tem política alternativa ao governo – a política que o governo está a seguir é a política acordada entre o PSD e o PS – qualquer mudança seria, aos seus olhos, um erro – entre eles há entendimento.
Faz-me lembrar aqueles indivíduos que ‘mandam matar’ para não sujarem as mãos.
CDS – Coitado do CDS! Mostrou ao país o partido que é e sempre foi: um partido de mentirinha, de brincadeira, que gosta de existir porque sim, mas não serve para nada. Um partido mesquinho e birrento: *Moção de Censura ao governo? Claro que queremos censurar o governo – nós achamos que este governo (e este Primeiro-ministro) não deve estar nem mais um segundo a conduzir os destinos do país; queremos que saia imediatamente. *E a Moção de Censura? Não votam a favor? *NÃO!!! *Porquê? *Oh! Porque não fomos nós que a apresentamos, foi aquele partido que nós não gostamos; é um partido de esquerda, (imagine-se!), nós não podemos concordar com eles em nada. *NÃO??? Mas vocês não diziam que queriam que este governo saísse? Vocês não acham que o Primeiro-ministro já não tem condições para governar, nem mais um dia? Vocês não encheram a boca a dizer que devia ser feito o que aquela Moção explana? *Achamos! Quer dizer, nós, na verdade, não achamos nada. Nós temos assim este jeito de dizer as coisas, parece que queremos mudar o mundo, que queremos outras políticas, mas na verdade nós não queremos nada – nós só dizemos isso para convencer as pessoas que estamos preocupados com elas, mas na realidade, estamo-nos a borrifar – se os nossos interesses foram salvaguardados é isso que nos interessa.

Os únicos partidos que mostraram responsabilidade, coerência, coragem e esperança para mudar o que está mal, foram os partidos de esquerda – e em primeira linha o BE.
E não me venham cá com a treta de que o BE não é alternativa de governo e que iríamos todos parar não sei aonde se ele ganhasse as eleições, porque essa história da carochinha já não cabe na cabeça de ninguém. Quando vêm com esses argumentos é porque não lhes resta mais nenhuns.
Na esquerda está a esperança, a justiça, a igualdade.
Esta Moção era clara. O Professor Doutor Francisco Louçã explicou-a à exaustão. Se nada mudou foi porque aqueles que realmente hoje têm peso na Assembleia (e no país) não quiseram. Os interesses dos portugueses não foram defendidos. O PS, o PSD e o CDS não o quiseram. Não venham com hipocrisias: Se a Moção não foi aprovada é porque aqueles partidos apadrinham as medidas que estão a ser tomada. E nós, portugueses, continuamos a ir na sua cantiga!!!

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Coisas que não podem NUNCA acontecer numa Assembleia Municipal…


… aliás, deviam mesmo ser PROIBIDAS:


1. Mastigar chiclete durante os trabalhos. Sobretudo se tais mastigadelas forem perpetradas por dois Vereadores, com umas grandes bocas abertas virados para a frente da sala;
2. Dois Vereadores chegarem atrasados à dita, percorrerem a sala com as mãos enfiadas nos bolsos dos seus longos sobretudos, ocuparem os seus lugares com semblante soberbo de quem está a fazer um grande favor “ao povo”, manterem-se ali com ar de “aprendizes de Al Capone” e por fim abandonarem a sala antes dos trabalhos terminarem;
3. Um Vereador sentar-se na sua cadeira em posição semelhante à que se está numa qualquer esplanada do “Molhe” a apanhar maravilhosos banhos de sol, com uma atitude de total desprezo pelo que se está a tratar;
4. Vereadores, Deputados, Presidentes de Junta e outros, rirem-se, fazerem excessivo ruído quando alguém está na “tribuna” a falar, mesmo que esse alguém seja da mesma força política;
5. Presidentes de Junta tentarem ridicularizar, em voz alta, um qualquer orador, querendo mostrar que seriam capazes de dizer e fazer melhor que aquele de quem troçam, quando na realidade apenas difundem a sua enorme mediocridade;
6. Deputado usar o tempo do seu partido para fazer comentários jocosos das notícias do jornal, fazendo conversa de café (ou de tasco), retirando aos seus pares a hipótese de, eventualmente, aproveitarem esse tempo para fazerem discursos, propostas ou perguntas profícuas;
7. Todos os presentes, entrarem e saírem da sala, levantarem-se e sentarem-se deslocarem-se de sítio para sítio, sem terem motivo ou razão ponderosa para o fazerem.

A assembleia municipal é ou não a casa (local) do povo? É ou não o órgão deliberativo da autarquia local?
Creio que merece que decorra com todo o respeito e dignidade. Ali tratam-se, ou deviam tratar-se, os assuntos que importam ao município… aos munícipes. Ali resolvem-se as questões que nos interessam a nós, povo, e portanto deve ser encarado com toda a responsabilidade.
Não é um sítio de diversão, que funciona em piores condições que um café barulhento.
O povo merece respeito! Os munícipes merecem consideração!

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Novo anúncio sobre bullying

Veja o anúncio. Retrata bem a realidade do bullying - o desconhecimento, a negação, a incapacidade de pais e educadores perceberem o que se passa.

Os Sinais não chegam. Falar é a melhor forma de te defenderes.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

"E tu? De que és inocente?" - JN


Não podia deixar de partilhar este pequeno artigo de Manuel António Pina, no Jornal de Notícias, que manifesta de uma forma fantástica, aquilo que eu penso sobre o assunto.

... e mais não é preciso dizer...

"E tu? De que és inocente?" - JN



"Os seis condenados da Casa Pia vêm engrossar a chorosa lista de inocentes de que, como se sabe, estão cheios tribunais e cadeias de todo o Mundo.

Até ver, e dependendo do resto do processo, a principal diferença entre os inocentes da Casa Pia e alguns dos outros inocentes (assassinos, violadores, assaltantes) é que estes não aparecem nas TVs a fazer queixa dos juízes aos Ex. mos Srs. Telespectadores nem a sua condenação (por crimes que, obviamente, nenhum deles cometeu) faz "aterrar" sobre a Justiça o apocalíptico Reino das Trevas (ou, ainda pior, das "Trêvas").

Como os demais "inocentes", os da Casa Pia irão "até ao fim" do Universo, da Física e da Metafísica para obter a condenação dos juízes que os condenaram e, se não for pedir muito, das vítimas que lhes "fizeram mal".

Ora quis o acaso objectivo que, no mesmo dia da sentença da Casa Pia, passasse na RTP um filme em que, a certa altura, John Turturro é metido na cela onde está Schwarzenegger e faz as apresentações perguntando imediatamente: "E tu? Estás aqui inocente de quê?".

"Maravilhosos acasos, aqueles que agem com precisão", diz Bresson."

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Mia Couto - Hoje em Famalicão

Hoje, pelas 21h00, na Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco, não perca esta conversa sobre os seus livros e a sua escrita.
Espero não ser eu a faltar...

quarta-feira, 19 de maio de 2010

A entrevista do primeiro-ministro!


A entrevista do primeiro-ministro ontem:
- Blá, blá, blá, aumento de impostos; Blá, blá, blá, diminuição dos salários; Blá, blá, blá, asfixia até 2013; Blá, blá, blá, não peço desculpas…

Ora aí está, de todas as informações importantíssimas que o nosso primeiro veio ontem dar ao país, eu retive apenas uma: Se já estamos sem ar, até 2013 vamos de certeza morrer asfixiados.


Eu quero lá saber se ele pede, ou não pede desculpa ao país (na verdade, nem sei qual dos dois comparsas é o mais ridículo: se o que pede desculpas, mas aprova as medidas, se o que as aprova, e não pede desculpas). Com ou sem desculpas, são ambos responsáveis pelo aumento dos impostos, pela diminuição dos salários e pelo aumento do custo de vida. Ainda por cima, dizem os dois que estão a cumprir o seu dever.

Se podiam fazer de outra maneira?
Podiam, mas não era a mesma coisa!
Quantos interesses teriam que abalar! Quantos incómodos teriam que ter! Quantos inimigos poderosos haveriam de aborrecer!
… E era uma chatice.

Quem paga a crise, quem paga? Sempre os mesmos!

Depois, ainda teve lata de falar em “esforço colectivo de todos” e em “discriminação positiva em relação aos portugueses com salários mais baixos” – Quão diferente é perder cem em mil, ou mil num milhão!



Enquanto isso… a Assembleia da República gasta mais de 100 mil euros para apetrechar os gabinetes dos parlamentares com um terceiro terminal informático.
É o país em que vivemos!

quinta-feira, 13 de maio de 2010

É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha, do que um rico entrar no reino do céu. (Bíblia)



(imagem retirada da net)


A visita do Papa escandaliza-me! Escandaliza-me e chateia-me.
Eu percebo que a maior parte dos portugueses sejam católicos. Concebo que grande parte da população fique entusiasmada por acolher o seu chefe religioso. Também entendo que o Vaticano seja um Estado e o papa um Chefe de Estado. Até compreendo que Portugal queira ser hospitaleiro e se preocupe em receber bem este chefe religioso/de Estado… Percebo tudo isso, mas, diabo(!), não concebo (acho absolutamente abusivo) todos os exageros cometidos à volta da visita do papa a Portugal.
Numa altura em que o país se debate com uma das maiores crises económicas dos últimos anos; num período em que todos os dias nos pedem para sermos pacientes porque, a coberto da tal recessão, somos forçados que fazer sacrifícios que vão para além das nossas forças; numa época em que, a toda a hora, são implementadas medidas de austeridade; num tempo em que as empresas fecham sucessivamente as suas portas, o rendimento real / disponível das famílias diminui drasticamente, o número de desempregados aumenta de forma vertiginosa e o seu subsídio se escapule, o reemprego é coisa mirífica e a reforma cada vez mais distante e diminuta; numa era em que cada vez menos famílias têm o que pôr na mesa do jantar…

… Esbanja-se, sem pudor, 37 milhões de euros diários, na visita do papa a Portugal; dá-se tolerância de ponto aos funcionários públicos, fechando-se hospitais (com consultas e cirurgias desmarcadas) e escolas, tribunais e conservatórias, serviços de finanças e de segurança social…; monta-se a maior força de segurança de sempre em meios materiais e humanos envolvidos; encomenda-se, à “vista alegre”, um serviço de porcelana bordado a tinta de ouro para a viagem de regresso do papa; usa-se um microfone revestido a ouro; confeccionam-se vestes litúrgicas do mais fino pano e com os seus bordados a ouro, para engalanar bispos, padres e diáconos; vão buscar-se as flores à Madeira para enfeitar os diversos altares…
E tudo isto para quê?
Bem, segundo os mais devotos, entre eles o nosso Presidente da República, a visita do Papa a Portugal serve para nos transmitir esperança, confiança, e estímulo para o futuro.
Pois bem, mas como de não é com esperança que se enchem as barrigas…
Amanhã, quando todos acordarmos deste inebriante sonho, lá teremos que fazer contas à vida, e iremos perceber que, mesmo depois de todas as orações, o IVA aumentou, os bens de consumo encareceram, os rendimentos diminuíram, as empresas continuaram a encerrar, o desemprego cresceu… enfim, que estamos todos mais pobres!
Ao que parece, para além do indecoroso desperdício, o impacto na economia foi /está a ser reduzido – nem no sector hoteleiro se verificam grandes subidas.
** Recentemente foram acrescentados à lista dos “Pecados Mortais” mais alguns, os quais foram definidos pelo papa. Hoje, a Igreja católica considera pecado mortal a desigualdade social, isto é, a pobreza extrema de uns e riqueza escandalosa de outros.
E mais não digo, cada um ajuíza como quiser!


sexta-feira, 7 de maio de 2010

Esse Desemprego! - Bertold Brecht


Meus senhores, é mesmo um problema
Esse desemprego!
Com satisfação acolhemos
Toda oportunidade
De discutir a questão.
Quando queiram os senhores! A todo momento!
Pois o desemprego é para o povo
Um enfraquecimento.
Para nós é inexplicável
Tanto desemprego.
Algo realmente lamentável
Que só traz desassossego.
Mas não se deve na verdade
Dizer que é inexplicável
Pois pode ser fatal
Dificilmente nos pode trazer
A confiança das massas
Para nós imprescindível.
É preciso que nos deixem valer
Pois seria mais que temível
Permitir ao caos vencer
Num tempo tão pouco esclarecido!
Algo assim não se pode conceber
Com esse desemprego!
Ou qual a sua opinião?
Só nos pode convir
Esta opinião: o problema
Assim como veio, deve desaparecer.
Mas a questão é: nosso desemprego
Não será solucionado
Enquanto os senhores não
Ficarem desempregados!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Os 40 anos do Dia da Terra!


Já todos ouvimos falar dos problemas que o nosso modo de vida tem vindo a causar ao meio ambiente no planeta. Todos sabemos que o ar, a água e os solos estão contaminados. Todos somos sabedores da destruição de ecossistemas, da centenas de milhares de plantas e espécies animais que foram dizimadas. Todos conhecemos a limitação dos recursos não renováveis e o seu esgotamento. Todos sabemos isso tudo…

Não é novidade para ninguém que a capacidade da Terra de renovar seus próprios recursos e de absorver resíduos já se encontra comprometida por um padrão de produção e consumo insustentável e injusto.

E não é notícia o facto de menos de 20% da população deter 80% dos recursos naturais do globo, relegando a imensa maioria a uma situação de incontestável pobreza.

Sim, todos sabemos… mas daí a implementar práticas ambientais no nosso dia-a-dia… vai uma grande distância!

Muito se fala em Redução, Reutilização e Reciclagem… Mas estaremos verdadeiramente dispostos a reduzir, reutilizar e reciclar?

É verdade que a responsabilidade cabe a todos nós, cidadãos, que teimamos em não alterar os nossos hábitos, que continuamos a reger a nossa vida pelo comodismo desmedido.

No entanto, pese embora as diversas iniciativas que possamos ter individualmente, elas não serão suficientes sem o apoio e a determinação do Estado.

Entendo que, em rigor, a imputação da culpa cabe, em primeira mão, aos nossos governantes e que o problema maior do meio ambiente passa pela falta de vontade política.

Senão digam-me:

Onde estão as políticas integradas de acessibilidade e transportes, que investem na quantidade e qualidade do transporte público?

Onde estão as políticas que obrigam à construção de “edifícios verdes”, sejam eles industriais, de habitação ou de serviços, que optimizem o consumo energético proporcionando mais conforto?

Onde estão as políticas que promovem a reabilitação de fogos e edifícios devolutos nos centros das cidades e travam, com vigor, a construção desenfreada e de baixa qualidade?

Onde estão as políticas que impõem a reutilização dos recursos hídricos, des. a reutilização da água da chuva para as regas, reutilização de águas residuais em limpezas de vias públicas, ou a simples utilização da água dos banhos para as descargas sanitárias?

Onde estão as políticas que firmemente impõem regras de melhor produzir e que punem, com mão pesada, os prevaricadores?
Onde estão as políticas que exigem, em todos os sectores económicos, a substituição dos recursos não renováveis pelos renováveis?

Onde está a verdadeira política ambiental dos Estados?

Pois bem, de conversa já estamos todos fartos. É tempo e mais que tempo de começar a agir com vontade.

Faça uma viajem virtual pelo nosso planeta e veja o filme “Home - Nosso Planeta, Nossa Casa”, inteiramente filmado do céu, aqui

segunda-feira, 29 de março de 2010

Parabéns Alex Ryu Jitsu


Já chegamos do campeonato do mundo de kempo chinês, que decorreu em Torres Novas entre os dias 25 e 28 deste mês. Foi cansativo, mas correu bem, muito bem. Alex Ryu Jitsu, a arte marcial que praticamos, arrecadou cerca de 40 medalhas de ouro, 30 de prata e15 de bronze.
As minhas filhas, claro, trouxeram as suas… A Gabriela conseguiu, com muito mérito, uma medalha de ouro; a Bárbara veio com a de bronze. Foi injusto, extremamente injusto, ela bem merecia o primeiro lugar, mas isso já são águas passadas e histórias superadas.
Elas são o meu orgulho... são umas atletas excelentes, são umas vencedoras!

Pelo seu desempenho, todos os atletas Alex Ryu Jitsu estão de parabéns e aqui quero deixar a minha homenagem.
É gratificante saber que Mestres Internacionais e Nacionais elogiaram o nosso estilo e congratularam os nossos atletas e associação.

terça-feira, 16 de março de 2010

Educação - o problema da violência

A ministra da Educação, Isabel Alçada, afirmou que vai ser aprovado um diploma para reforçar a rapidez na intervenção do director em caso de agressão, podendo os alunos agressores ser suspensos imediatamente logo após a ocorrência da agressão. aqui

Naturalmente, louvo esta medida.
Repor a autoridade de professores de demais agentes educativos, será, sem dúvida, o primeiro passo para solucionar este dramático problema.
No entanto, parece-me que, a par desta, deveriam ser primordialmente valorizadas medidas de prevenção do bullying, da agressão.
Nas escolas ainda graça a falta de conhecimento das características deste fenómeno. Desconhece-se como ele se manifesta e como se desenvolve.
Assim, entendo dever-se apostar cada vez mais na formação – de professores, educadores, funcionários das escolas, e também pais – sobre a forma de actuar em casos de violência (física ou verbal) perpetrada por crianças e adolescentes.
Na mesma esteira, deve ser estreitada a supervisão dos espaços escolares, designadamente dos recreios, por funcionários preparados, para pôr cobro a qualquer situação desta natureza.
Dinamizar os recreios, com jogos colectivos, que tenham em vista o apertar das relações do grupo, poderá ser uma forma interessante e despreocupada de orientar os alunos para a solidariedade e partilha.
As associações de pais, interventivas, para além de vincarem as ligações, tantas vezes inexistentes, entre escola e família, devem servir como pólo fiscalizador e detector destes comportamentos.
É fundamental que nas escolas, ou com ligação a ela, existam estruturas de apoio psicológico especializadas, direccionados aos alunos, quer às vítimas, quer aos agressores. As questões emocionais devem ser tratadas com toda a sabedoria: Da banda da vítima trabalhando a forma de repor os níveis de auto-estima e de defesa; no caso dos agressores, ensinando-lhes competências sociais, de partilha, de cidadania.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Escravatura do Mundo Actual


Hoje dei boleia a uma mãe que tem a sua filha no mesmo infantário que o meu filho.
Aproveitou ela para me expor um caso laboral do seu marido, e aferir da sua legalidade.
Contou-me, então, que enquanto o seu marido, único "empregado" de uma certa serralharia, trabalhava, uma determinada máquina se avariou. Asseverou-me que ele a estava a utilizar da forma como sempre fez. A máquina simplesmente avariou.
Ora, o “patrão” resolveu o assunto da forma mais fácil – mais fácil e mais desonesta: Atribuiu, a seu bel prazer, um preço à máquina (mil e tal euros), e pôs o “empregado” a pagá-la.
Não lhe desconta no ordenado, é certo, mas obriga-o a trabalhar horas extraordinárias, não retribuídas, até perfazer aquele valor.
Resumindo, o “empregado” tem trabalhado todos os Sábados… a custo zero.
Bela maneira que o “patrão” encontrou para vender aquela velha máquina, sim senhor!
Nesta altura, já lá vão quatrocentos e tal euros de trabalho, que o “patrão” meteu ao bolso à custa do “empregado”.
Diz a senhora que ele é bom no que faz: “Faz um portão do princípio ao fim… e cada portão!” – afiançou-me.

Ouvi o que me disse e respondi-lhe que deveria reclamar.
A senhora objectou-me constrangida: “Como é que ele vai reclamar? Eu estou desempregada, faço umas horas em casas de senhoras. O trabalho é pouco. Temos casa para pagar, uma filha para sustentar… Ainda ontem fui dispensada de uma casa, porque, disse a patroa, estamos em crise…”
Perguntei-lhe porque é que o marido não se lançava sozinho na arte, mas imediatamente me arrependi. Dei-me logo conta que isso não era solução. As máquinas são caras e quem está aflito com as contas, não as pode comprar.
E ainda nos pedem para apertar o cinto…
Eu queria saber, qual cinto?

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

A Queda o Império... ou Talvez Não!



Acho que vou mudar de profissão! Vou dedicar-me, antes, à arte da adivinhação do futuro via bola de cristal… Começo a ficar craque nesta matéria… Estou em crer que ganharia dinheiro com muita mais facilidade! – Ou será que os prognósticos são demasiado óbvios e estão à vista de toda a gente?






Quando, na semana passada ouvi o PS desafiar a oposição para apresentar uma moção de censura ao Governo Sócrates, achei que tudo não passava de mais um jogo politiqueiro… Não me enganei, já se vê!
Pareceu-me que Sócrates e o seu Executivo estão demasiado agarrados ao poder para agora prescindirem, por dá cá aquela palha, de um lugarzinho que conseguiram com tanto esforço.
O PS bem conhece a crise que assola o país, e bem sabia que nenhum partido da oposição iria tomar a responsabilidade de provocar eleições antecipadas. Estava muito seguro de tudo isto. Sócrates mostrou-se injuriado, ultrajado, e jogou mais uma cartada. Assumiu o papel de vítima e, zás!,o partido a que pertence lançou o repto que lhe ficou bastante bem. Desta maneira lavou a honra do convento e consegui garantir a sua posição até ao escândalo seguinte.
Uma fonte próxima do Governo garantiu-me, na sexta-feira, que o Nosso Primeiro não aguentava mais um abanão, que estava demasiado cansado! Acredito, acredito… o seu nome tem andado numa roda-viva, mas acredito fundamentalmente que o descaramento do Chefe de Governo é superior a qualquer indecência.
E já se vê! O que veio hoje dizer José Sócrates? Que a responsabilidade o chama e que ele está disposto a cumprir o programa de governo que se propôs cumprir aquando das eleições legislativas e que o fará contra todas as adversidades.
Bravo, Sr. Primeiro-ministro, nem estaríamos nós à espera de ouvir coisa diversa!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Ideiasmix!

Liberdade de expressão!

Dizem que não há liberdade de expressão em Portugal! Dizem…
Cá por mim continuo a dizer que liberdade não é dizer, nem fazer o que se quer… Há regras que convém que sejam cumpridas para que possamos todos beneficiar da dita liberdade.
O caso do dia é a história do Jornal Sol, que não sei o quê, e que não pode dizer o que quer, e não sei o que mais, porque o Governo quer controlar a comunicação social…
Será?
Pois, ainda que seja verdade, o que me parece é que nada do que se está a passar em Portugal tem a ver com LIBERDADE (devíamos dar mais valor a esta palavra, caramba!), mas com interesses partidários opostos.
A realidade é que alguns jornalistas (ressalvas feitas aos bons – que ainda os há – JORNALISTAS) pretendem eles próprios controlar, a favor das suas convicções políticas e partidárias, os órgãos de comunicação social e utilizá-los como "contra poder" do governo instituído.
Pois, pensemos então quem detém os principais jornais, os principais canais de televisão, as principais estações de rádio… (Se pensarmos bem, concluímos).
Um jornalista tem que ser isento e transmitir NOTÍCIAS. Não lhe cabe o papel das propagandas partidárias oposicionistas (de direita), nem lhe compete gerar o caos e a desconfiança das instituições. (Isto do “governo sombra” já tem lugar na TSF).

Agora, terem comparado estas confusões, que por aqui se vão passando, ao caso Watergate… bem, eu fiquei sem saber se havia de rir se havia de chorar!


Orçamento de Estado

Depois de assistirmos a formações de Governos que conciliaram partidos como PSD/CDS; PS/CDS; PS/PSD, estávamos à espera de quê?
Ainda estaríamos a pensar que o PS faria qualquer tipo de acordo com os partidos de esquerda?
Ainda poderíamos duvidar quais as tendências do actual partido do Governo?
Ontem, quando vinha a ouvir os discursos proferidos no Parlamento português, não pude deixar de sorrir… Dizia então o governo que era tão bom que até tinha conseguido um entendimento com os partidos, por forma a conseguir a aprovação (responsável) do orçamento de estado… E que, claro, os partidos de esquerda eram uns perfeitos irresponsáveis!
Está claro! Alguém (ainda) tinha dúvidas sobre esta aprovação e sobre os parceiros escolhidos pelo governo?
Mais um ano de “vira o disco e toca o mesmo” – Os portugueses aplaudem!



Festa no Centro Social de S. Miguel O Anjo – Calendário, Vila Nova de Famalicão


Ontem fui assistir ao lançamento do livro do Pe Adelino Costa “Venha a Nós o Vosso Reino”, e seguidamente à apresentação do projecto do Lar de Idosos que vai ser construído em Calendário, pela mão do Centro Social de Calendário.
Digamos que fui assim que a modos de obrigada! Pois, o meu filho pequeno é utente do Centro, no Jardim de Infância, e este ano é finalista. Como tal, os finalistas foram cantar umas musiquinhas na abertura do acontecimento e, a família, claro, foi levá-lo e assistir.

Bom, assim como assim, não esperámos pelo final, mas tivemos tempo para assistir a uma parte substancial do espectáculo!

[Ai que nada me correu bem!
Primeiro, hoje era dia de irem fantasiados, e pronto, lá fomos nós, ontem no final da escola (depois das 18h15) correr todas as lojas “dos chineses” que há cá na terra.
- Olha esta que gira (dizia eu suplicante).
- Esta não, porque tem não sei o quê… Aquela não, porque falta-lhe não sei que mais… A outra também não, porque não sei já porquê…
A seguir, comprar algo para fazer para o jantar… e correr para casa.
- Tudo para a banheira, rápido, não temos muito tempo! (ordenava)
- Já vou mãe, já vou… (Raios! Passava das 20h30 e ainda havia gente na banheira).
Finalmente, eram já 20h45, e nada de pai em casa.
- Então, demoras? Daqui a pouco o teu filho tem que estar em cima do palco a cantar (perguntava eu ao telefone).
- Já vou, já vou, estou a chegar…
(AI cá nervos!)]

Resumindo, fomos sem jantar e após um dia completamente stressante.
Concluindo, só quando o meu filho estava em cima do palco é que me lembrei que me tinham pedido para ele ir de calças de ganga e com uma camisola azul escura. Ele estava diferente, foi com a roupa que tinha vestido pela manhã; e logo ontem tinha que o ter vestido com umas calças pretas e uma camisola preta e cinzenta às riscas! (Pronto, não faz mal, faz de conta que era a estrela, as estrelas têm que se destacar dos outros…)

Bom, mas como disse, foi o lançamento do livro do Pe Costa. E como tal, Calendário recebeu os ilustres do Distrito. Na mesa de honra tiveram lugar, para além do autor do livro e o Padre da Paróquia, Sua Eminência o Arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga; Sua Ex.ª o Governador Civil de Braga, Dr. Fernando Moniz; Sua Ex.ª o Presidente da Câmara de Vila Nova de Famalicão, Arq. Armindo Costa.
Ora, este evento decorreu em Calendário, e Calendário tem um Presidente de Junta. Pois, mas o Presidente de Junta não teve lugar na mesa de honra! Isto não me pareceu nada bem! Então não era de dar um lugar naquela mesa ao Presidente de Junta? Acharam que não! Mas eu acho que sim.
Quem me conhece sabe que eu até nem gosto nada do Sr., sabe também que nas eleições últimas fui sua opositora política (ele como cabeça de lista pela coligação PSD/CDS-PP, eu como cabeça de lista pelo BE; ele eleito, naturalmente, eu não eleita), mas que ele é o Presidente de Junta de Calendário, lá isso é. Como tal, parece-me que foi um bocadinho desprestigiante obrigar o Sr. a ocupar o mesmíssimo lugar que qualquer outra pessoa, no público. Digo eu, vá!
...Aquele ambiente cheirava-me a hipocrisia… cheirava-me não, tresandava-me! Aposto que a maior parte das pessoas que compraram o livro e que, em sorrisos derretidos foram solicitar um autógrafo, não querem saber nada dessas coisas do reino de Deus e isso, mas pronto, quem sou eu para falar.
Em seguida, o autor apresentou o seu livro. Um livro religioso, já se vê, nem podia deixar de ser.
Tive que me reter, para não parecer tresloucada. Acreditem que me apeteceu levantar e perguntar: “O Sr. Pe acredita mesmo nisso que está a dizer, ou só o diz por dizer? É que não lhe vejo qualquer convicção.” Contive-me, e ainda bem! A minha família iria ficar envergonhadíssima!

Posteriormente, ainda vimos e ouvimos a apresentação do projecto do lar.
Francamente? Achei normalíssimo, nada de especial, sem graça nenhuma, mas podia ser da fome e do cansaço… Eu não sou arquitecta, é verdade, mas pelo dinheiro que se vai gastar… já vi coisas bem mais bonitas!
Seguiram-se os discursos dos ilustres, mas esses já não tivemos pachorra para ouvir. De mansinho, saímos todos porta fora. Á saída ainda me perguntaram: "E o livro? Não compra?" Mas não, não comprei... Tenho mais onde gastar o meu dinheirinho!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Gripe H1N1 – Então em que é que ficamos?


Agora é Wolfand Wodarg, quem vem dizer que o anúncio da Organização Mundial de Saúde (OMS) alertando para uma pandemia «é um dos maiores escândalos médicos do século, um negócio para a indústria farmacêutica», um caso que deve ser investigado pelo Conselho da Europa. (ver aqui)

Ora, atendendo a que Wodarg é o presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa… que mais podemos pensar?

Não me chamem ignorante… as dúvidas surgem ao mais alto nível!

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Petição pública pelo alargamento do acesso ao subsídio de desemprego

O Bloco de Esquerda lançou uma Petição Pública pelo alargamento do acesso ao subsídio de desemprego.


Quem quiser assinar, pode aceder à Petição aqui.




terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Portugal foi o 3.º a perder mais empregos na UE



Portugal foi o terceiro país da UE que perdeu mais postos de trabalho no terceiro trimestre e tem a quarta mais elevada taxa de desemprego entre os países da OCDE. Segundo os dados do Eurostat, o mercado de trabalho português sofreu uma contracção de 1,1% entre Julho e Setembro, face ao trimestre anterior, o que corresponde ao terceiro pior desempenho e a mais do dobro da diminuição verificada na União Europeia (UE). Com a pior performance entre os 27 Estados-membros surge a Letónia, cujo mercado de trabalho se contraiu em 5,7% no terceiro trimestre, seguida pela Espanha, onde o número de empregados desceu mais 1,5%.

Os mesmos dados revelam que na zona euro houve 712 mil pessoas que perderam os seus postos de trabalho no terceiro trimestre do ano, o que corresponde a uma quebra de 0,5% em relação aos três meses anteriores.

As condições do mercado de trabalho na UE a 27 também se degradaram, tendo o emprego diminuído 0,5% no terceiro trimestre do ano, o que significa que, no total, mais de um milhão de europeus ficaram sem emprego.

A taxa de desemprego em Portugal subiu para 10,2% em Outubro, o valor mais elevado de que há registo, também de acordo com os últimos dados mensais do Eurostat. Esta taxa de desemprego é a quarta mais elevada entre as três dezenas de países desenvolvidos que são membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

Segundo o Jornal de Negócios, os dados divulgados pela instituição sediada em Paris, confirmam a taxa que havia sido já avançada pelo Eurostat para Portugal e anuncia que Espanha lidera, e com grande margem, a tabela do desemprego, com uma taxa de 19,3% . Seguem-se a Irlanda com 12,8% e a Eslováquia com 12,2%. Assim, Portugal é o quarto da tabela, surgindo empatado com os Estados Unidos. Para além destes países, só a França apresenta igualmente uma taxa de desemprego de dois dígitos: 10,1% em Outubro.

in esquerda.net