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sexta-feira, 11 de junho de 2010

Igualdade!


(clique para ampliar)

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Exemplo solidário


Numa escola qualquer, algures no universo, algumas turmas programaram e realizaram uma visita de estudo de final de ano.
Essa viagem, porque era a uma povoação distante e compreendia a visita a vários locais de interesse, acabou por ficar um tanto ao quanto dispendiosa e todos os alunos tiveram que pagar uma quantia um pouco elevada.
Aconteceu que um dos alunos de uma das salas informou o seu professor que não iria participar no passeio pois não podia pagar o que lhe era devido.
Com um pequeno gesto, o professor dessa turma imprimiu aos seus alunos, mais uma vez, o sentimento de SOLIDARIEDADE:
Primeiro perguntou-lhes se gostariam que aquele colega os acompanhasse na excursão – Todos responderam que sim;
Depois perguntou-lhes se estariam dispostos a ajudá-lo financeiramente – Todos responderam que sim.
Disse-lhes então que deveriam conversar com os pais sobre esse assunto e, caso assim eles entendessem, deveriam levar para a escola a sua contribuição – o que quisessem e pudessem, nunca excedendo os € 0,50 por aluno. Disse-lhes, ainda, para não se preocuparem, porque se o dinheiro recolhido não chegasse (que não chegaria, pela certa), poria ele o restante, pois estava ali para os auxiliar sempre que tivessem problemas, fossem eles monetários ou não.

Pois bem, esse aluno foi ao passeio muito bem-disposto e ninguém, nem o próprio, teve a sensação da desigualdade, pelo contrário - foi-lhes transmitida a ideia de que aquele colega era um amigo que tinha uma dificuldade que poderia ser ultrapassada se todos colaborassem. O aluno em questão sentiu-se bem integrado na turma, pois percebeu que todos gostavam dele e da sua companhia.

Belo gesto, não?

quinta-feira, 13 de maio de 2010

É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha, do que um rico entrar no reino do céu. (Bíblia)



(imagem retirada da net)


A visita do Papa escandaliza-me! Escandaliza-me e chateia-me.
Eu percebo que a maior parte dos portugueses sejam católicos. Concebo que grande parte da população fique entusiasmada por acolher o seu chefe religioso. Também entendo que o Vaticano seja um Estado e o papa um Chefe de Estado. Até compreendo que Portugal queira ser hospitaleiro e se preocupe em receber bem este chefe religioso/de Estado… Percebo tudo isso, mas, diabo(!), não concebo (acho absolutamente abusivo) todos os exageros cometidos à volta da visita do papa a Portugal.
Numa altura em que o país se debate com uma das maiores crises económicas dos últimos anos; num período em que todos os dias nos pedem para sermos pacientes porque, a coberto da tal recessão, somos forçados que fazer sacrifícios que vão para além das nossas forças; numa época em que, a toda a hora, são implementadas medidas de austeridade; num tempo em que as empresas fecham sucessivamente as suas portas, o rendimento real / disponível das famílias diminui drasticamente, o número de desempregados aumenta de forma vertiginosa e o seu subsídio se escapule, o reemprego é coisa mirífica e a reforma cada vez mais distante e diminuta; numa era em que cada vez menos famílias têm o que pôr na mesa do jantar…

… Esbanja-se, sem pudor, 37 milhões de euros diários, na visita do papa a Portugal; dá-se tolerância de ponto aos funcionários públicos, fechando-se hospitais (com consultas e cirurgias desmarcadas) e escolas, tribunais e conservatórias, serviços de finanças e de segurança social…; monta-se a maior força de segurança de sempre em meios materiais e humanos envolvidos; encomenda-se, à “vista alegre”, um serviço de porcelana bordado a tinta de ouro para a viagem de regresso do papa; usa-se um microfone revestido a ouro; confeccionam-se vestes litúrgicas do mais fino pano e com os seus bordados a ouro, para engalanar bispos, padres e diáconos; vão buscar-se as flores à Madeira para enfeitar os diversos altares…
E tudo isto para quê?
Bem, segundo os mais devotos, entre eles o nosso Presidente da República, a visita do Papa a Portugal serve para nos transmitir esperança, confiança, e estímulo para o futuro.
Pois bem, mas como de não é com esperança que se enchem as barrigas…
Amanhã, quando todos acordarmos deste inebriante sonho, lá teremos que fazer contas à vida, e iremos perceber que, mesmo depois de todas as orações, o IVA aumentou, os bens de consumo encareceram, os rendimentos diminuíram, as empresas continuaram a encerrar, o desemprego cresceu… enfim, que estamos todos mais pobres!
Ao que parece, para além do indecoroso desperdício, o impacto na economia foi /está a ser reduzido – nem no sector hoteleiro se verificam grandes subidas.
** Recentemente foram acrescentados à lista dos “Pecados Mortais” mais alguns, os quais foram definidos pelo papa. Hoje, a Igreja católica considera pecado mortal a desigualdade social, isto é, a pobreza extrema de uns e riqueza escandalosa de outros.
E mais não digo, cada um ajuíza como quiser!


segunda-feira, 26 de abril de 2010

25 de Abril, Sempre!


Não me esqueci, nem podia, deste grande dia que é o 25 de Abril.
Nem deixei passar em branco.
No entanto, desta vez resolvi, porque tive o amável convite do dedo político para o fazer, usurpar o seu blogue e escrever lá o meu texto.
Se quiserem dar uma olhadela, está aqui.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Lágrima de preta - António Gedeão



Encontrei uma preta
que estava a chorar,
pedi-lhe uma lágrima
para a analisar.

Recolhi a lágrima
com todo o cuidado
num tubo de ensaio
bem esterilizado.

Olhei-a de um lado,
do outro e de frente:
tinha um ar de gota
muito transparente.

Mandei vir os ácidos,
as bases e os sais,
as drogas usadas
em casos que tais.

Ensaiei a frio,
experimentei ao lume,
de todas as vezes
deu-me o que é costume:

Nem sinais de negro,
nem vestígios de ódio.
Água (quase tudo)
e cloreto de sódio.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Escravatura do Mundo Actual


Hoje dei boleia a uma mãe que tem a sua filha no mesmo infantário que o meu filho.
Aproveitou ela para me expor um caso laboral do seu marido, e aferir da sua legalidade.
Contou-me, então, que enquanto o seu marido, único "empregado" de uma certa serralharia, trabalhava, uma determinada máquina se avariou. Asseverou-me que ele a estava a utilizar da forma como sempre fez. A máquina simplesmente avariou.
Ora, o “patrão” resolveu o assunto da forma mais fácil – mais fácil e mais desonesta: Atribuiu, a seu bel prazer, um preço à máquina (mil e tal euros), e pôs o “empregado” a pagá-la.
Não lhe desconta no ordenado, é certo, mas obriga-o a trabalhar horas extraordinárias, não retribuídas, até perfazer aquele valor.
Resumindo, o “empregado” tem trabalhado todos os Sábados… a custo zero.
Bela maneira que o “patrão” encontrou para vender aquela velha máquina, sim senhor!
Nesta altura, já lá vão quatrocentos e tal euros de trabalho, que o “patrão” meteu ao bolso à custa do “empregado”.
Diz a senhora que ele é bom no que faz: “Faz um portão do princípio ao fim… e cada portão!” – afiançou-me.

Ouvi o que me disse e respondi-lhe que deveria reclamar.
A senhora objectou-me constrangida: “Como é que ele vai reclamar? Eu estou desempregada, faço umas horas em casas de senhoras. O trabalho é pouco. Temos casa para pagar, uma filha para sustentar… Ainda ontem fui dispensada de uma casa, porque, disse a patroa, estamos em crise…”
Perguntei-lhe porque é que o marido não se lançava sozinho na arte, mas imediatamente me arrependi. Dei-me logo conta que isso não era solução. As máquinas são caras e quem está aflito com as contas, não as pode comprar.
E ainda nos pedem para apertar o cinto…
Eu queria saber, qual cinto?

Casamentos...







segunda-feira, 8 de março de 2010

Dia Internacional da Mulher!


Dizem que a celebração do Dia Internacional da Mulher não faz sentido e que não passa de uma discriminação (positiva) das mulheres.
Dizem que, se queremos ser iguais, nunca deveríamos aceitar este como um dia especial nosso.

Será?

Pois não me parece.

Este dia, para além de recordar todas as conquistas sociais, políticas e económicas das mulheres, ao longo dos tempos, rememora, de igual modo todas as discriminações e as violências a que muitas mulheres ainda estão sujeitas em todo o mundo.
E as mulheres portuguesas não são excepção, embora possamos dizer que, felizmente, estamos em melhores condições do que outras.

Pois que,

Enquanto houver mulheres violentadas, nos seus lares, espezinhadas e humilhadas, LUTEMOS!

Enquanto tivermos salários mais baixos do que os homens para o desempenho das mesmas funções, LUTEMOS!

Enquanto nos for impedido o acesso a funções de chefia, de direcção no mesmo pé de igualdade que aos homens, LUTEMOS!

Enquanto tivermos que ser nós a desdobrarmo-nos entre a profissão, a vida de casa e a escola dos filhos, sem qualquer reconhecimento, LUTEMOS!

Enquanto existir quem considere a inexistência de igualdade de capacidades, LUTEMOS!

Enquanto houver Juizes, nos Tribunais de Família que, para aferirem da existência de vida em comum do casal, tenham coragem de perguntar à mulher se ELA cozinha para ELE, e se ELA lhe lava a roupa, LUTEMOS!

Enquanto nos meios de comunicação social passarem anúncios de produtos de limpeza em que as protagonistas sejam apenas mulheres, LUTEMOS!

Enquanto não sentirmos, verdadeiramente, que existe IGUALDADE… LUTEMOS!

Passados que estão cem anos desde que Clara Zetkin propôs o dia 8 de Março como Dia Internacional da Mulher, na II Conferência Internacional de Mulheres Socialistas, continuo a sentir que existe discriminação e que este dia continua a fazer todo o sentido.

Parabéns a TODAS NÓS por todas as conquistas alcançadas e coragem para todas as contendas futuras!

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Casamento entre pessoas do mesmo sexo e adopção – perspectiva infantil



Uma mãe resolveu perguntar aos seus três filhos, qual a opinião deles sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo e eventual adopção de crianças.

B, 9 anos, sexo feminino;
G, 8 anos, sexo feminino;
M, 5 anos, sexo masculino.

A conversa resultou nisto:
Mãe – O que é que vocês acham se duas pessoas do mesmo sexo se quiserem casar?
G – Porque é que nos estás a perguntar isso?
Mãe – Gostava de saber a vossa opinião.
B – Eu acho normalíssimo, qual é o problema?
G fica pensativa e em silêncio sem querer transmitir a sua opinião. Olha para os irmãos, mas nada diz.
M – Cada um é que sabe, não é mãe? Ninguém tem nada com isso. Qual é o problema? Então… um marido casa com outro marido e uma mulher casa com outra mulher…
B – Pois, qual é o problema? Então, se duas pessoas gostam uma da outra e se querem casar, que importa se são do mesmo sexo ou de sexos diferentes.
M – Claro, era um marido e outro marido… tatatata (marcha nupcial)… até eu, podia arranjar um marido, não podia mãe?
G mantém-se calada, olhando os irmão e a mãe com alguma desconfiança, mas sempre muito pensativa. Não queria ter uma opinião diferente, não se queria manifestar.
G – Temos mesmo que responder a essa pergunta, mãe?
Mãe – Claro que não, eu é que gostava de saber a vossa opinião, nada mais, mas se não quiseres dar opinião, não és obrigada.
Mãe – E se vocês conhecessem alguém que gostasse e quisesse casar com outra pessoa do mesmo sexo? Iriam olhar de lado essa pessoa? Iriam rejeitá-la?
G fala pela primeira vez no assunto – Não, isso não, claro que não…
B – Claro que não, eu acho “super” normal, rejeitar porquê?
Mãe – Bom, e se um casal homossexual quisesse ter filhos?
Uníssono – Isso não é possível, mãe!
B – Só um homem e uma mulher é que podem ter filhos!
Mãe – Sim, mas se quisessem adoptar?
B – Ah, assim está bem. Se quisessem adoptar podiam… logo que tratassem bem o filho. Eu cá por mim preferia ter dois pais ou duas mães que gostassem de mim e me tratassem bem, do que um pai e uma mãe que me batessem, não me ligassem e isso…
M – Sim, eu também.
G mostra-se engasgada, mas nada diz.
M – Acho que não faz mal. – De repente lembra-se de algo – Ai, mas e depois, como é que fazia… no dia do pai ou da mãe, fazia prendas para que?
B – Ó M, fazias normal, se tivesses dois pais fazias duas prendes no dia do pai, se tivesses duas mães fazias duas prendas no dia da mãe!
M – Ah, está bem, podia ser…
G, finalmente diz tudo o que pensa, se uma só vez, de rajada.
G – Pronto mãe, é assim: eu acho isso tudo uma vergonha! Eu ia ter muita vergonha de ter dois pais ou duas mães. Claro que não iria rejeitar ninguém por isso, se conhecesse alguém assim não ia deixar de ser amiga deles, mas eu para mim não queria… É assim: cada um é que sabe da sua vida, mas que é uma vergonha é. E imagina, uma criança já tem tristeza porque não tem pais, e ainda ia passar pela vergonha de ser adoptada por dois pais ou duas mães? Na escola toda a gente a ia gozar. Eu não ia, mas ia ter pena. Não ia deixar de ser amiga dela por causa disso, mas que ia ter pena, ia. É como o caso do Z (um amigo), não tem mãe, e eu tenho pena… não estou sempre a pensar nisso, mas quando penso, tenho pena… mas não é por isso que não sou amiga dele… tenho pena, pronto.
Agora que é uma vergonha, é. Eu não queria, ia ser infeliz, preferia ficar no orfanato.
B – Olha que no orfanato não deve ser nada bom…
G – Está bem, mas deve ser melhor que ter dois pais ou duas mães…
M – Eu não me importava.
B – Eu também não.
G – Mas pronto, eu importava, e agora não me apetece falar mais nisso.


Esta conversa deixou-me a pensar… Talvez ainda tenhamos que percorrer algum caminho para acertar ponteiros…

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Diferenças!



Ainda assim, sou feliz por ser europeia!

sábado, 12 de dezembro de 2009

Princesa Tiana - a princesa Negra


Tiana é a protagonista do filme ‘A Princesa e o Sapo’ com previsão de estréia nos Estados Unidos para o dia 11 de Dezembro de 2009. O filme marca o retorno da Disney aos musicais com trilha sonora de Randy Newman. Tiana é a primeira princesa negra da Disney, e o filme é baseado num conto chamado ‘A Princesa Enfeitiçada’ de E.D.Baker, escrito em 1920 e destinado aos adolescentes.


No filme, todos os personagens serão negros, com excepção do príncipe, que é branco.
Esta história traz, na sua génese, a discussão sobre a igualdade racial, e despe-se de preconceitos.
Defendo que a transformação da sociedade se faz através da educação, adquirida através daquilo que vemos, lemos e ouvimos, através do que nos ensinam, dos conhecimentos que nos transmitem.
Subtilmente a nossa mente transforma-se.