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segunda-feira, 4 de julho de 2011

Até logo com saudade!


Sinto saudades…

… da escrita, da procura das imagens, da busca dos temas e do desabafo sentido…
… das conversas, das discussões, das interlocuções, … sinto saudades das amizades construídas sobre este pedaço de ‘papel’…
Eu gostava de cá vir: queria-o bem organizadinho, bem arranjadinho… tratava-o como ‘a minha casa’, como ‘o meu espaço’, onde eu dava um pouco de mim, mostrava um pouco do meu mundo, mas também onde recebia as minhas ilustres visitas, onde aprendia com a sua presença… e sinto essa saudade!

Com culpa e por descuido deixei-o moribundo… deixei-o morrer…

Agora sinto pena de ter permitido que se desmoronasse, mas agora já é tarde!!!

Perdi o acesso ao meu próprio blogue: deixei de poder fazer comentários e responder a quem tão gentilmente me visitava… perdi também o interesse, porque já não podia cuidar dele da mesma maneira!
Pensei em voltar, achei que o podia revitalizar, mas... já não era a mesma coisa…
Não quero desculpar-me… apenas despedir-me… e fazê-lo com profunda saudade!
… um dia talvez nos encontremos por outras paragens…
Até logo!

domingo, 29 de maio de 2011

Querer é poder!

Ontem houve uma corrida 700m aqui em Famalicão, entre as escolas do concelho, 1º ciclo.
O primeiro a chegar, para além da medalha, ganhava uma bicicleta de montanha.

Quando soube da corrida, a Gabriela disse-me imediatamente: «Eu quero mesmo ganhar. Quero a bicicleta.»

Na corrida deu o seu máximo. Partiu em 1º lugar e... em 1º lugar chegou!!!

Estou orgulhosa da sua força, da sua vontade e da sua determinação.
Na realidade, quem quer, consegue!

Parabéns, filha!

quinta-feira, 17 de março de 2011

TOCÁ RUFAR Renascer das Cinzas

Caríssimos,

O Tocá Rufar é um projecto que afirma a cultura portuguesa através do ritmo do bombo. Tem desenvolvido um louvável trabalho nas escolas, contribuindo para promover nos mais novos o sentido de responsabilidade, e a sua participação e envolvimento em actividades culturais.

Vejam. Contribuam. Divulguem.

Obrigada,






A.D.A.T. - ASSOCIAÇÃO DOS AMIGOS DO TOCÁ RUFAR

tels: 212123702/ 966831425 (provisórios)

Reg. 4º Cartório Notarial de Lisboa sob o nº 475 -B

Contribuinte nº 504 313 916



Paio Pires, 09 de Março de 2011



Exmos. Senhores,

O bombo de luto é um bombo que luta.

A 1 de Março de 2011 pelas 15h ardeu o TamborQFala, a sede do Tocá Rufar... sobre isto não resta mais que um pesado silêncio. Foi tão rápido, tão rápido que nos deixou sem palavras nem credo: o que vamos ser agora? O que vamos respirar a partir de agora? O que vamos sentir?

E logo começámos a ouvir os tambores. Sim, entre as labaredas soaram, em vez de lamentos, música! Eram os bombos que morriam lutando, gritando para que não desistíssemos nunca.

Não vamos desdizê-los: o Tocá Rufar renascerá graças aos bombos que nos inspiram.



Os que sentirem no coração esta perda, que é de Portugal inteiro, enviem os sinceros donativos para a conta da ADAT - Associação dos Amigos do Tocá Rufar:



Nib 0036 0050 99100254775 90 / Iban PT50 0036 0050 9910 0254 7759 0 ou ligando para o 760 50 10 90 (chamada 0.60€ + iva)



Não desistimos, vamos seguir em frente com as nossas actividades, ensaios, espectáculos, da forma que conseguirmos.

O melhor modo de nos ajudarem é também divulgar o sucedido pelo maior número de pessoas possível e gritar bem alto que vamos continuar e lutar para renascer e fazermos sempre cada vez melhor.



Muito obrigado,



Atenciosamente

P'lo Tocá Rufar

Rui Júnior

(Presidente da Direcção)

segunda-feira, 14 de março de 2011

A formiga (ou um delírio burocrátic​o?)


Todos os dias, uma formiga chegava cedinho ao escritório e trabalhava a sério.

A formiga era produtiva e feliz.

O gerente besouro estranhou a formiga trabalhar sem supervisão.


Se ela era produtiva sem supervisão, seria ainda mais se fosse supervisionada.

E colocou uma barata, que preparava belíssimos relatórios e tinha muita experiência, como supervisora.


A primeira preocupação da barata foi a de padronizar o horário de entrada e saída da formiga.

Pouco depois, a barata precisou de uma secretária para ajudar a preparar os relatórios e contratou também uma aranha para organizar os arquivos e controlar as ligações telefónicas.

O besouro ficou encantado com os relatórios da barata e pediu também gráficos com indicadores e análise das tendências que eram mostradas em reuniões.

A barata, então, contratou uma mosca, e comprou um computador com impressora colorida. Logo, a formiga produtiva e feliz, começou a lamentar-se de toda aquela movimentação de papéis e reuniões!

O besouro concluiu que era o momento de criar a função de gestor para a área onde a formiga produtiva e feliz, trabalhava.

O cargo foi dado a uma cigarra, que mandou colocar uma carpete no seu escritório e comprar uma cadeira especial.

A nova gestora cigarra logo precisou de um computador e de uma assistente, a pulga (sua assistente na empresa anterior) para ajudá-la a preparar um plano estratégico de melhorias e o controlo do orçamento para a área onde trabalhava a formiga, que já não cantarolava e cada vez ia ficando mais aborrecida.

A cigarra, então, convenceu o gerente besouro, que era preciso fazer um estudo do clima.

Mas, o besouro, ao rever as contas, deu-se conta de que a unidade na qual a formiga trabalhava já não rendia como antes e contratou a coruja, uma prestigiada consultora, muito famosa, para que fizesse um diagnóstico da situação. A coruja permaneceu três meses nos escritórios e emitiu um volumoso relatório, com vários volumes, que concluía: Há muita gente nesta empresa!!

E adivinhe quem o besouro mandou demitir?

A formiga, claro, porque andava muito desmotivada e aborrecida.


Bom trabalho a todas as formigas!!!
(NOTA: copio-a, tal e qual a recebi em mensagem... desculpem o 'plágio', mas não resisti...)

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Coisas que não podem NUNCA acontecer numa Assembleia Municipal…


… aliás, deviam mesmo ser PROIBIDAS:


1. Mastigar chiclete durante os trabalhos. Sobretudo se tais mastigadelas forem perpetradas por dois Vereadores, com umas grandes bocas abertas virados para a frente da sala;
2. Dois Vereadores chegarem atrasados à dita, percorrerem a sala com as mãos enfiadas nos bolsos dos seus longos sobretudos, ocuparem os seus lugares com semblante soberbo de quem está a fazer um grande favor “ao povo”, manterem-se ali com ar de “aprendizes de Al Capone” e por fim abandonarem a sala antes dos trabalhos terminarem;
3. Um Vereador sentar-se na sua cadeira em posição semelhante à que se está numa qualquer esplanada do “Molhe” a apanhar maravilhosos banhos de sol, com uma atitude de total desprezo pelo que se está a tratar;
4. Vereadores, Deputados, Presidentes de Junta e outros, rirem-se, fazerem excessivo ruído quando alguém está na “tribuna” a falar, mesmo que esse alguém seja da mesma força política;
5. Presidentes de Junta tentarem ridicularizar, em voz alta, um qualquer orador, querendo mostrar que seriam capazes de dizer e fazer melhor que aquele de quem troçam, quando na realidade apenas difundem a sua enorme mediocridade;
6. Deputado usar o tempo do seu partido para fazer comentários jocosos das notícias do jornal, fazendo conversa de café (ou de tasco), retirando aos seus pares a hipótese de, eventualmente, aproveitarem esse tempo para fazerem discursos, propostas ou perguntas profícuas;
7. Todos os presentes, entrarem e saírem da sala, levantarem-se e sentarem-se deslocarem-se de sítio para sítio, sem terem motivo ou razão ponderosa para o fazerem.

A assembleia municipal é ou não a casa (local) do povo? É ou não o órgão deliberativo da autarquia local?
Creio que merece que decorra com todo o respeito e dignidade. Ali tratam-se, ou deviam tratar-se, os assuntos que importam ao município… aos munícipes. Ali resolvem-se as questões que nos interessam a nós, povo, e portanto deve ser encarado com toda a responsabilidade.
Não é um sítio de diversão, que funciona em piores condições que um café barulhento.
O povo merece respeito! Os munícipes merecem consideração!

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

A diferença entre ser-se de direita ou ser-se de esquerda!


Outro dia, na casa da matriarca de uma família numerosa, deu-se conta que não havia sobremesa para o almoço de domingo.

Teve-se, então, a ideia de se ir comprar a dita a uma pastelaria da aldeia.

Foram.
Trouxeram uma tarte de maçã, muito pequenina - Era o que havia.

Alguém, olhando para a tarte, disse imediatamente: A sobremesa não chega para toda a gente: é muito pequenina! (Pela certa não estava a “auto-excluir-se”!)
Um outro respondeu: Enquanto não se começa a comer chega sempre para toda a gente – se as fatias não forem maiores, são mais pequenas.

No final concluiu-se que se as fatias tivessem sido maiores, os comensais teriam ficado enjoados, teria sido em excesso!


Ora, aí está plasmado, num caso concreto e de (aparente) menor importância, aquilo que eu considero ser o pensamento de direita (o primeiro) e o pensamento de esquerda (o segundo).
Perante a (im)possiblidade de “EU” ter excesso, posso ter duas atitudes: Ou ficar com tudo para mim (e para os meus), ou repartir.
…É fácil, e não há dúvidas!

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Prémio Dardos



«O Prémio Dardos é o reconhecimento dos ideais que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc… que, em suma, demonstram a sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre as suas letras e palavras.
Estes selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros, uma forma de demonstrar o carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web»


Já há algum tempo – cerca de dois meses – fui agraciada com este prémio por alguém a quem eu reconheço um enorme valor no mundo da blogosfera (e não só): a autora do blogue “Pensamentos Vagabundos”.
Fico, como é evidente, extremamente feliz e lisonjeada com a atribuição deste galardão, mas também um pouco envergonhada – Não o merecia… principalmente porque, como o diz quem me condecora: o blogue tem estado em letargo.

Deveria agora nomear dez ou vinte blogues e premiá-los com este belo selo, de forma a cumprir as normas desta atribuição.
Conheço óptimos blogues, merecedores deste e de muitos outros prémios, mas, tal como a D. Alda, vou violar esta regra e por aqui me vou ficar. Se pudesse, retribuí-lo-ia…

… Obrigada, D. Alda, por este prémio que, acredite, dei o devido valor; obrigada por todo o apoio que, em todos os momentos, me soube dar.

Um grande abraço

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Areia, mar (e se possível sol) = Praia!



Hoje fomos para a praia.
Estava vento, mas soube-me tão bem…

Isto das férias é uma coisinha mesmo boa!

sábado, 3 de julho de 2010

Desacertos de comunicação

Hoje, no bar da entrada do Hospital de S. João:


Eu (olhando para o único tipo de empadas que lá havia) – Por favor, as empadas são de quê?

Funcionária – De vitela.

Eu – Então queria uma empada…

Funcionária – De quê? De vitela?

Eu – Porquê, tem outras?

Funcionária – Não. Só de vitela.

Eu – Pronto, é uma dessas que eu quero… e uma meia de leite directa mas morna.

Funcionária – Quer a meia de leite clarinha?

Eu – Não. Quero bem escura, mas morna.

Funcionária – Quer que lhe aqueça a empada?

Eu – Já agora, se fizer o favor.


Esperei. Passado algum tempo, a menina apresenta-me o pedido em cima do balcão: uma empada fria e uma meia de leite claríssima e muito quente.



Arre! Às vezes a vida é difícil!

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Quero féeeerias!!!!


Está um calor de morrer… e eu aqui… a trabalhar…
Desejo desesperadamente férias… Umas férias merecidas que teimosamente não principiam…
Parecia-me que quando as minhas raparigas ficassem de férias da escola, tudo acalmaria. Bem me enganei! A lufa continua sem cessar: Pois é o trabalho, os livros, a escrita, a televisão, o Centro de Estudos, o Karaté, as festas, os escuteiros, as reuniões, os espectáculos, os passeios, os jantares, as visitas… e não há tempo para tudo!
São tantas as solicitações, tantos os afazeres, que acabo por não conseguir dar resposta a tudo. Deixo para trás prazeres prescindíveis que não queria conceder…



Anseio encontrar uma praia silenciosa, onde as ondas do mar possam desmaiar serenamente na areia… onde o vento sussurre, sem preocupações.

Queria poder não pensar… e não andar… e ter os meus pés mergulhados na água do mar… e ensombrar-me num guarda-sol qualquer, no meio do nada, mas perto de tudo.

Gostaria de ter tempo para fazer o que mais me apetece, e deixar de lado as indispensabilidades…

Preciso de férias!

quarta-feira, 9 de junho de 2010

In claris non fit interpretatio!

Na entrada do meu escritório existe um letreiro que diz:


ESTE ESCRITÓRIO VIVE DOS SERVIÇOS PRESTADOS A FAMILIARES E AMIGOS.

PORTANTO, NÃO SE ESQUEÇA DE PEDIR A CONTA
.



Ora, não sei porquê, quem lá entra lê o dito, e até acha muita gracinha, apoia a ideia, mas ninguém considera que a si se aplica .
– É para os outros, de certeza! – Discorre o cliente.

Assim pensa o familiar, o familiar do familiar, o amigo, o familiar do amigo, o amigo do familiar, o amigo do amigo… e até o conhecido...


Ora bolas! O letreiro diz expressamente: AMIGOS!!!!! FAMILIARES!!!! (qual foi a parte que não entenderam????)… É lógico que este “recadinho” se aplica a TODA A GENTE!

As pessoas esquecem-se (ou querem esquecer-se) que esta é a minha PROFISSÃO (- profissão implica retribuição!).

...E depois, quem fica constrangida sou eu!

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Exemplo solidário


Numa escola qualquer, algures no universo, algumas turmas programaram e realizaram uma visita de estudo de final de ano.
Essa viagem, porque era a uma povoação distante e compreendia a visita a vários locais de interesse, acabou por ficar um tanto ao quanto dispendiosa e todos os alunos tiveram que pagar uma quantia um pouco elevada.
Aconteceu que um dos alunos de uma das salas informou o seu professor que não iria participar no passeio pois não podia pagar o que lhe era devido.
Com um pequeno gesto, o professor dessa turma imprimiu aos seus alunos, mais uma vez, o sentimento de SOLIDARIEDADE:
Primeiro perguntou-lhes se gostariam que aquele colega os acompanhasse na excursão – Todos responderam que sim;
Depois perguntou-lhes se estariam dispostos a ajudá-lo financeiramente – Todos responderam que sim.
Disse-lhes então que deveriam conversar com os pais sobre esse assunto e, caso assim eles entendessem, deveriam levar para a escola a sua contribuição – o que quisessem e pudessem, nunca excedendo os € 0,50 por aluno. Disse-lhes, ainda, para não se preocuparem, porque se o dinheiro recolhido não chegasse (que não chegaria, pela certa), poria ele o restante, pois estava ali para os auxiliar sempre que tivessem problemas, fossem eles monetários ou não.

Pois bem, esse aluno foi ao passeio muito bem-disposto e ninguém, nem o próprio, teve a sensação da desigualdade, pelo contrário - foi-lhes transmitida a ideia de que aquele colega era um amigo que tinha uma dificuldade que poderia ser ultrapassada se todos colaborassem. O aluno em questão sentiu-se bem integrado na turma, pois percebeu que todos gostavam dele e da sua companhia.

Belo gesto, não?

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Democracia a baixo custo!



Outro dia, em conversa, alguém, zangado com o seu próprio partido, desabafava:
- Para que querem eles tantos deputados? Se é para dizerem todos o mesmo, basta só um!

Tratei logo de aproveitar a ideia e desenvolvê-la como se fosse minha:
- É isso mesmo! Para que queremos nós 230 deputados se podemos ter apenas 6 (um por cada um dos partidos representados na Assembleia)? Para funcionar sem problemas, os elementos dos partidos que quisessem, reuniriam antecipadamente e acertavam uma orientação de voto. No hemiciclo, o seu deputado exerceria esse direito de acordo com o que fosse decidido pelos seus pares. Aliás, é assim que fazem sempre, só que estão lá todos para levantar a mão na hora da votação.

- Põe-te a dizer isso, põe, depois acusam-te de reaccionária – Dizia o meu interlocutor.

- Reaccionária qual quê? – Repliquei – É uma ideia bem democrática. Não estou a dizer que cada um só teria direito a um voto. Não! Seria como nos condomínios: Cada condómino tem tantos votos quanto o total de unidades inteiras da percentagem ou permilagem de todas as fracções que possui. Aqui funcionaria exactamente da mesma maneira: No Parlamento a cada deputado, de cada um dos partidos, caber-lhe-ia um número de votos equivalente ao número de deputados que actualmente fazem parte do seu grupo parlamentar. Continuaria a usar-se o método de Hondt, não para achar o número de deputados do partido, mas para achar o número de votos do deputado desse partido. A representatividade ficava assegurada...

...Assim, por exemplo, na legislatura actual, o deputado do PS teria direito a 97 votos, o do PSD a 81, e assim por diante…

...Quando se procedesse às votações, era tudo muito mais simples e rápido e ficava muito mais barato à Nação… com o mesmo efeito.

- Diz isso muito alto, que vais ver tudo a cair-te em cima – continuava o verdadeiro (mas arrependido) mentor da ideia – Achas que alguém abriria mão dos seus lugares?

Sem perder o entusiasmo retorqui:
- Que assim não fosse! Para que isso não acontecesse, elevaríamos ao máximo o princípio da rotatividade. Ou seja, no Parlamento continuaria a ter assento apenas um deputado, mas todos os elementos das listas teriam o direito de tomar o seu lugar. Não o podiam fazer todos ao mesmo tempo, mas rodariam conforme as suas conveniências… A única coisa que mudava eram os ordenados – seria paga uma determinada quantia por sessão, à semelhança do que acontece com os deputados municipais… Acabariam as reformas e as ajudas de custo exageradas e todas as outras imoralidades…
...Quer uma ideia mais democrática do que esta?

- Pois é, mas às vezes os deputados do mesmo partido têm opiniões diferentes e votam de forma diferente… - Dizia ele.

- Está bem. Nesse caso, na hora da votação, esse deputado informaria quantos vezes votaria contra, quantas a favor e quantas vezes se abstinha. Aí funcionariam mais dois princípios fundamentais da democracia: A lealdade e a confiança. – Continuava eu.

…

Pronto, pronto, está bem, é uma ideia estapafúrdia… “Vou mas é calar-me para casa!” (como dizia a Mafaldinha), antes que seja saneada!!!

quarta-feira, 31 de março de 2010

A Carta do Índio Chefe Seattle, "Manifesto da Terra-Mãe"

Foi em 1854 que o chefe Seattle, da tribo Suquamish, do Estado de Washington, depois de o Governo norte-americano ter proposto a compra do território ocupado por aqueles índios, respondeu ao presidente dos Estados Unidos endereçando-lhe a
missiva que se segue.
A mesma foi divulgada pela UNESCO em 1976, quando das comemorações do Dia Mundial do Ambiente.


Eis o texto da carta:

"Como podeis comprar ou vender o céu, o calor da terra? A ideia não tem sentido para nós.
Se não somos donos da frescura do ar ou o brilho das águas, como podeis querer comprá-los? Qualquer parte desta terra é sagrada para meu povo. Qualquer folha de pinheiro, cada grão de areia nas praias, a neblina nos bosques sombrios, cada monte e até o zumbido do insecto, tudo é sagrado na memória e no passado do meu povo. A seiva que percorre o interior das árvores leva em si as memórias do homem vermelho.
Os mortos do homem branco esquecem a terra onde nasceram, quando empreendem as suas viagens entre as estrelas; ao contrário os nossos mortos jamais esquecem esta terra maravilhosa, pois ela é a mãe do homem vermelho.
Somos parte da terra e ela é parte de nós.
As flores perfumadas são nossas irmãs, os veados, os cavalos a majestosa águia, todos nossos irmãos. Os picos rochosos, a fragrância dos bosques, o calor do corpo do cavalo e do homem, todos pertencem à mesma família.
Assim, quando o grande chefe em Washington envia a mensagem manifestando o desejo de comprar as nossas terras, está a pedir demasiado de nós. O grande Chefe manda dizer ainda que nos reservará um sítio onde possamos viver confortavelmente uns com os outros. Ele será então nosso pai e nós seremos seus filhos. Se assim é, vamos considerar a sua proposta sobre a compra de nossa terra. Isto não é fácil, já que esta terra é sagrada para nós.
A límpida água que corre nos ribeiros e nos rios não é apenas água, mas o sangue de nossos antepassados. Se lhes vendermos a terra, recordar-se-á e lembrará aos vossos filhos que ela é sagrada, e que cada reflexo nas claras aguas evoca eventos e fases da vida do meu povo. O murmúrio das águas é a voz do pai do meu pai.
Os rios são nossos irmãos, e saciam a nossa sede. Levam as nossas canoas e alimentam os nossos filhos. Se lhes vendermos a terra, deveis lembrar e ensinar aos vossos filhos que os rios são nossos irmãos, e também o são deles, e deveis a partir de então dispensar aos rios o mesmo tratamento e afecto que dispensais a um irmão.
Nós sabemos que o homem branco não entende o nosso modo de ser. Ele não sabe distinguir um pedaço de terra de outro qualquer, pois é um estranho que vem de noite e rouba da terra tudo de que precisa. A terra não é sua irmã, mas sua inimiga, depois de vencida e conquistada, ele vai embora, à procura de outro lugar. Deixa atrás de si a sepultura de seus pais e não se importa. A cova de seus pais é a herança de seus filhos, ele os esquece. Trata a sua mãe, a terra, e seu irmão, o céu, como coisas que se compram, como se fossem peles de carneiro ou brilhantes contas sem valor. O seu apetite vai exaurir a terra, deixando atrás de si só desertos. E isso eu não compreendo.
O nosso modo de ser é completamente diferente do vosso. A visão de vossas cidades faz doer os olhos do homem vermelho.
Talvez seja porque o homem vermelho é um selvagem e não compreende...
Nas cidades do homem branco não há um só lugar onde haja silêncio, paz. Um só lugar onde ouvir o desabrochar das folhas na primavera, o zunir das asas de um insecto. Talvez seja porque sou um selvagem e não possa compreender.
O vosso ruído insulta os nossos ouvidos. Que vida é essa onde o homem não pode ouvir o pio solitário da coruja ou o coaxar das rãs nas margens dos charcos e ribeiros ao cair da noite? O índio prefere o suave sussurrar do vento esfolando a superfície das águas do lago, ou a fragrância da brisa, purificada pela chuva do meio dia e aromatizada pelo perfume dos pinhais.
O ar é inestimável para o homem vermelho, pois dele todos se alimentam. Os animais, as árvores, o homem, todos respiram o mesmo ar. O homem branco parece não se importar com o ar que respira. Como um cadáver em decomposição, ele é insensível ao mau cheiro. Mas se vos vendermos nossa terra, deveis recordar que o ar é precioso para nós, que o ar insufla seu espírito em todas as coisas que dele vivem. O vento que deu aos nossos avós o primeiro sopro de vida é o mesmo que lhes recebe o último suspiro.
Se vendermos nossa terra a vós, deveis conservá-la à parte, como sagrada, como um lugar onde mesmo um homem branco possa ir saborear a brisa aromatizada pelas flores dos bosques.
Por tudo isto consideraremos a vossa proposta de comprar nossa terra.
Se nos decidirmos a aceitá-la, eu porei uma condição: O homem branco terá que tratar os animais desta terra como se fossem seus irmãos.
Sou um selvagem e não compreendo outro modo de vida. Tenho visto milhares de bisontes apodrecendo nas pradarias, mortos a tiro pelo homem branco de um comboio em andamento.
Sou um selvagem e não compreendo como o fumegante cavalo de ferro possa ser mais importante que o bisonte, que nós caçamos apenas para sobreviver.
Que será dos homens sem os animais? Se todos os animais desaparecem, o homem morrerá de solidão espiritual. Porque o que suceder aos animais afectará os homens. Tudo está ligado.
Deveis ensinar a vossos filhos que o solo que pisam são as cinzas de nossos avós.
Para que eles respeitem a terra, ensina-lhes que ela é rica pela vida dos seres de todas as espécies. Ensinai aos vossos filhos o que nós ensinamos aos nossos: Que a terra é a nossa mãe. Quando o homem cospe sobre a terra, cospe sobre si mesmo. De uma coisa nós temos certeza: A terra não pertence ao homem branco; o homem branco é que pertence à terra. Disso nós temos a certeza. Todas as coisas estão relacionadas como o sangue que une uma família. Tudo está associado. O que fere a terra fere também aos filhos da terra.
O homem não tece a teia da vida: é antes um dos seus fios. O que quer que faça a essa teia, faz a si próprio.
Nem mesmo o homem branco, cujo Deus passeia e fala com ele como um amigo, não pode fugir a esse destino comum. Por fim talvez, e apesar de tudo, sejamos irmãos.
Uma coisa sabemos, e que talvez o homem branco venha a descobrir um dia: o nosso Deus é o mesmo Deus.
Hoje pensais que Ele é só vosso, tal como desejais possuir a terra, mas não podeis. Ele é o Deus do homem e sua compaixão é igual tanto para o homem branco, quanto para o homem vermelho.
Esta terra tem um valor inestimável para Ele, e ofender a terra é insultar o seu Criador. Também os brancos acabarão um dia talvez mais cedo do que todas as outras tribos. Contaminai os vossos rios e uma noite morrerão afogados nos vossos resíduos.
Contudo, caminhareis para a vossa destruição, iluminados pela força do Deus que vos trouxe a esta terra e por algum desígnio especial vos deu o domínio sobre ela e sobre o homem vermelho. Este destino é um mistério para nós, pois não compreendemos como será no dia em que o último bisonte for dizimado, os cavalos selvagens domesticados, os secretos recantos das florestas invadidos pelo odor do suor de muitos homens e a visão das brilhantes colinas bloqueada por fios falantes. Onde está o matagal? Desapareceu. Onde está a águia? Desapareceu.
Termina a vida começa a sobrevivência."

segunda-feira, 29 de março de 2010

Parabéns Alex Ryu Jitsu


Já chegamos do campeonato do mundo de kempo chinês, que decorreu em Torres Novas entre os dias 25 e 28 deste mês. Foi cansativo, mas correu bem, muito bem. Alex Ryu Jitsu, a arte marcial que praticamos, arrecadou cerca de 40 medalhas de ouro, 30 de prata e15 de bronze.
As minhas filhas, claro, trouxeram as suas… A Gabriela conseguiu, com muito mérito, uma medalha de ouro; a Bárbara veio com a de bronze. Foi injusto, extremamente injusto, ela bem merecia o primeiro lugar, mas isso já são águas passadas e histórias superadas.
Elas são o meu orgulho... são umas atletas excelentes, são umas vencedoras!

Pelo seu desempenho, todos os atletas Alex Ryu Jitsu estão de parabéns e aqui quero deixar a minha homenagem.
É gratificante saber que Mestres Internacionais e Nacionais elogiaram o nosso estilo e congratularam os nossos atletas e associação.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Escravatura do Mundo Actual


Hoje dei boleia a uma mãe que tem a sua filha no mesmo infantário que o meu filho.
Aproveitou ela para me expor um caso laboral do seu marido, e aferir da sua legalidade.
Contou-me, então, que enquanto o seu marido, único "empregado" de uma certa serralharia, trabalhava, uma determinada máquina se avariou. Asseverou-me que ele a estava a utilizar da forma como sempre fez. A máquina simplesmente avariou.
Ora, o “patrão” resolveu o assunto da forma mais fácil – mais fácil e mais desonesta: Atribuiu, a seu bel prazer, um preço à máquina (mil e tal euros), e pôs o “empregado” a pagá-la.
Não lhe desconta no ordenado, é certo, mas obriga-o a trabalhar horas extraordinárias, não retribuídas, até perfazer aquele valor.
Resumindo, o “empregado” tem trabalhado todos os Sábados… a custo zero.
Bela maneira que o “patrão” encontrou para vender aquela velha máquina, sim senhor!
Nesta altura, já lá vão quatrocentos e tal euros de trabalho, que o “patrão” meteu ao bolso à custa do “empregado”.
Diz a senhora que ele é bom no que faz: “Faz um portão do princípio ao fim… e cada portão!” – afiançou-me.

Ouvi o que me disse e respondi-lhe que deveria reclamar.
A senhora objectou-me constrangida: “Como é que ele vai reclamar? Eu estou desempregada, faço umas horas em casas de senhoras. O trabalho é pouco. Temos casa para pagar, uma filha para sustentar… Ainda ontem fui dispensada de uma casa, porque, disse a patroa, estamos em crise…”
Perguntei-lhe porque é que o marido não se lançava sozinho na arte, mas imediatamente me arrependi. Dei-me logo conta que isso não era solução. As máquinas são caras e quem está aflito com as contas, não as pode comprar.
E ainda nos pedem para apertar o cinto…
Eu queria saber, qual cinto?

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Ideiasmix!

Liberdade de expressão!

Dizem que não há liberdade de expressão em Portugal! Dizem…
Cá por mim continuo a dizer que liberdade não é dizer, nem fazer o que se quer… Há regras que convém que sejam cumpridas para que possamos todos beneficiar da dita liberdade.
O caso do dia é a história do Jornal Sol, que não sei o quê, e que não pode dizer o que quer, e não sei o que mais, porque o Governo quer controlar a comunicação social…
Será?
Pois, ainda que seja verdade, o que me parece é que nada do que se está a passar em Portugal tem a ver com LIBERDADE (devíamos dar mais valor a esta palavra, caramba!), mas com interesses partidários opostos.
A realidade é que alguns jornalistas (ressalvas feitas aos bons – que ainda os há – JORNALISTAS) pretendem eles próprios controlar, a favor das suas convicções políticas e partidárias, os órgãos de comunicação social e utilizá-los como "contra poder" do governo instituído.
Pois, pensemos então quem detém os principais jornais, os principais canais de televisão, as principais estações de rádio… (Se pensarmos bem, concluímos).
Um jornalista tem que ser isento e transmitir NOTÍCIAS. Não lhe cabe o papel das propagandas partidárias oposicionistas (de direita), nem lhe compete gerar o caos e a desconfiança das instituições. (Isto do “governo sombra” já tem lugar na TSF).

Agora, terem comparado estas confusões, que por aqui se vão passando, ao caso Watergate… bem, eu fiquei sem saber se havia de rir se havia de chorar!


Orçamento de Estado

Depois de assistirmos a formações de Governos que conciliaram partidos como PSD/CDS; PS/CDS; PS/PSD, estávamos à espera de quê?
Ainda estaríamos a pensar que o PS faria qualquer tipo de acordo com os partidos de esquerda?
Ainda poderíamos duvidar quais as tendências do actual partido do Governo?
Ontem, quando vinha a ouvir os discursos proferidos no Parlamento português, não pude deixar de sorrir… Dizia então o governo que era tão bom que até tinha conseguido um entendimento com os partidos, por forma a conseguir a aprovação (responsável) do orçamento de estado… E que, claro, os partidos de esquerda eram uns perfeitos irresponsáveis!
Está claro! Alguém (ainda) tinha dúvidas sobre esta aprovação e sobre os parceiros escolhidos pelo governo?
Mais um ano de “vira o disco e toca o mesmo” – Os portugueses aplaudem!



Festa no Centro Social de S. Miguel O Anjo – Calendário, Vila Nova de Famalicão


Ontem fui assistir ao lançamento do livro do Pe Adelino Costa “Venha a Nós o Vosso Reino”, e seguidamente à apresentação do projecto do Lar de Idosos que vai ser construído em Calendário, pela mão do Centro Social de Calendário.
Digamos que fui assim que a modos de obrigada! Pois, o meu filho pequeno é utente do Centro, no Jardim de Infância, e este ano é finalista. Como tal, os finalistas foram cantar umas musiquinhas na abertura do acontecimento e, a família, claro, foi levá-lo e assistir.

Bom, assim como assim, não esperámos pelo final, mas tivemos tempo para assistir a uma parte substancial do espectáculo!

[Ai que nada me correu bem!
Primeiro, hoje era dia de irem fantasiados, e pronto, lá fomos nós, ontem no final da escola (depois das 18h15) correr todas as lojas “dos chineses” que há cá na terra.
- Olha esta que gira (dizia eu suplicante).
- Esta não, porque tem não sei o quê… Aquela não, porque falta-lhe não sei que mais… A outra também não, porque não sei já porquê…
A seguir, comprar algo para fazer para o jantar… e correr para casa.
- Tudo para a banheira, rápido, não temos muito tempo! (ordenava)
- Já vou mãe, já vou… (Raios! Passava das 20h30 e ainda havia gente na banheira).
Finalmente, eram já 20h45, e nada de pai em casa.
- Então, demoras? Daqui a pouco o teu filho tem que estar em cima do palco a cantar (perguntava eu ao telefone).
- Já vou, já vou, estou a chegar…
(AI cá nervos!)]

Resumindo, fomos sem jantar e após um dia completamente stressante.
Concluindo, só quando o meu filho estava em cima do palco é que me lembrei que me tinham pedido para ele ir de calças de ganga e com uma camisola azul escura. Ele estava diferente, foi com a roupa que tinha vestido pela manhã; e logo ontem tinha que o ter vestido com umas calças pretas e uma camisola preta e cinzenta às riscas! (Pronto, não faz mal, faz de conta que era a estrela, as estrelas têm que se destacar dos outros…)

Bom, mas como disse, foi o lançamento do livro do Pe Costa. E como tal, Calendário recebeu os ilustres do Distrito. Na mesa de honra tiveram lugar, para além do autor do livro e o Padre da Paróquia, Sua Eminência o Arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga; Sua Ex.ª o Governador Civil de Braga, Dr. Fernando Moniz; Sua Ex.ª o Presidente da Câmara de Vila Nova de Famalicão, Arq. Armindo Costa.
Ora, este evento decorreu em Calendário, e Calendário tem um Presidente de Junta. Pois, mas o Presidente de Junta não teve lugar na mesa de honra! Isto não me pareceu nada bem! Então não era de dar um lugar naquela mesa ao Presidente de Junta? Acharam que não! Mas eu acho que sim.
Quem me conhece sabe que eu até nem gosto nada do Sr., sabe também que nas eleições últimas fui sua opositora política (ele como cabeça de lista pela coligação PSD/CDS-PP, eu como cabeça de lista pelo BE; ele eleito, naturalmente, eu não eleita), mas que ele é o Presidente de Junta de Calendário, lá isso é. Como tal, parece-me que foi um bocadinho desprestigiante obrigar o Sr. a ocupar o mesmíssimo lugar que qualquer outra pessoa, no público. Digo eu, vá!
...Aquele ambiente cheirava-me a hipocrisia… cheirava-me não, tresandava-me! Aposto que a maior parte das pessoas que compraram o livro e que, em sorrisos derretidos foram solicitar um autógrafo, não querem saber nada dessas coisas do reino de Deus e isso, mas pronto, quem sou eu para falar.
Em seguida, o autor apresentou o seu livro. Um livro religioso, já se vê, nem podia deixar de ser.
Tive que me reter, para não parecer tresloucada. Acreditem que me apeteceu levantar e perguntar: “O Sr. Pe acredita mesmo nisso que está a dizer, ou só o diz por dizer? É que não lhe vejo qualquer convicção.” Contive-me, e ainda bem! A minha família iria ficar envergonhadíssima!

Posteriormente, ainda vimos e ouvimos a apresentação do projecto do lar.
Francamente? Achei normalíssimo, nada de especial, sem graça nenhuma, mas podia ser da fome e do cansaço… Eu não sou arquitecta, é verdade, mas pelo dinheiro que se vai gastar… já vi coisas bem mais bonitas!
Seguiram-se os discursos dos ilustres, mas esses já não tivemos pachorra para ouvir. De mansinho, saímos todos porta fora. Á saída ainda me perguntaram: "E o livro? Não compra?" Mas não, não comprei... Tenho mais onde gastar o meu dinheirinho!
…

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Desafio!

O meu querido vizinho Marquês de Sade lançou-me um desafio! Vamos lá ver se consigo responder direitinho!...

Questão 1: Tens medo de quê?
Do escuro, de casas antigas e muito grandes (cheias de fantasmas – buuuu!); de me perder.

Questão 2: Tens algum guilty pleasure?
Não resisto a queijo, de qualquer qualidade! Maionese. E pizzas, também...

Questão 3: Farias alguma loucura por amor/amizade?
Faria, sem dúvida nenhuma. Já fiz algumas!

Questão 4: Qual o teu maior sonho? Responder paz, amor e felicidade é trapacear;)
Esta é difícil, caramba! Tenho muitos sonhos, mas dizer qual é “o sonho”… isso já é mais complicado… ter que destacar um… bom… talvez, abrir uma escola de artes, onde a integração das populações desfavorecidas seja o objectivo…
Mas tenho muito mais sonhos (uns mais pessoais, outros mais sociais)

Questão 5: Nos momentos de tristeza/abatimento, isolas-te ou preferes colo?
Colo, com abraços bem apertados. Um bom abraço é capaz de me reconfortar em qualquer circunstância.

Questão 6: Entre uma pessoa extrovertida e uma introvertida, qual seria a escolha abstracta?
Não escolho ninguém de forma abstracta… Seja introvertida, ou extrovertida, a pessoa pode ser muito ou pouco interessante…

Questão 7: Sentes-te bem na vida, ou há insatisfação além do desejável?
Sinto-me bem, mas não satisfeita… se estivesse totalmente satisfeita estaria mal…

Questão 8: Consideras-te mais crítico ou ponderado? Sabendo, contudo, que existem críticas ponderadas.
Crítica, muito crítica, mas também ponderada.

Questão 9: Julgas-te impulsivo, de fazer filmes, paciente...? Define-te, de uma forma geral.
Sou impulsiva, mas paciente (depende das situações). Faço filmes, mas não faço escândalos (detesto escândalos!).
Sou descontraída (pouco preocupada com o que possam pensar de mim ou daquilo que eu faço), divertida (gosto de umas boas gargalhadas), curiosa (ui, do estilo: a curiosidade matou o gato!), directa (muito directa – quando tenho alguma coisa para dizer a alguém digo-o directamente e sem meias palavras), tolerante (a maior parte das vezes – mas não tolero nem a estupidez nem a violência), sociável (mas não chamo amigo a qualquer pessoa), romântica (mas não lamechas), mas também sou resmungona, nariz no ar… Quando estou chateada, mais vale que ninguém fale comigo, porque se o fizer, corre o risco de ouvir uma má resposta sem ter culpa nenhuma (eu costumo avisar…)…
De resto, quem me conhece, que o diga, é mais fácil!

Questão 10: Consegues desejar mal a alguém e, normalmente, concretizar? Sê sincero.
Sinceramente… não costumo… quando alguém não me interessa, desligo, pura e simplesmente… não perco tempo a desejar mal a ninguém… isso dá muito trabalho e eu sou muito preguiçosa…(não ofende quem quer, mas quem pode!)

Questão 11: Conténs-te publicamente em manifestações de afecto (abraçar, beijar, rir alto...)?
Não! Embora, como disse acima, goste pouco de escândalos… faço-o sem problemas, mas não com exageros…

Questão 12: Qual o teu lado mais acentuado? Orgulho ou teimosia?
Orgulho! Sem dúvida nenhuma… (costumo dizer, como a minha avó paterna – mais vale quebrar do que vergar!)

Questão 13: Casamentos homossexuais e direito à adopção?
Sim e Sim! Embora ache que muita coisa tem que mudar!

Questão 14: O que te faz continuar o blogue?
Uma forma de desabafar, de escrever o que ninguém quer saber, de dizer o que me apetece, sem estar a pensar muito no assunto…

Questão 15: O número de visitas e comentários influencia o teu blogue?
Não (eu nem tenho contador de visitas… mas quero pôr, lá está, por curiosidade). Embora considere simpático e agradável receber comentários, não dependo deles… É uma forma de “convívio”, embora sem conhecer pessoalmente os visitantes, gosto de os ver por cá, do que vão dizendo…

Questão 16: Na tua blogosfera pessoal e ideal, como seria?
Gosto que seja assim…

Questão 17: Devia haver encontros de bloguistas? Caso sim, em que moldes? Caso não, porquê?
Não necessariamente… O que não quer dizer que já não tivesse sentido vontade de falar pessoalmente com alguns “blogueiros” – há coisas que só fazem sentido se forem ditas cara a cara… na escrita pode perder-se algumas coisas… (as caixas de comentários são pequeninas, às vezes)

Questão 18: Sabes brincar contigo e rir com quem brinca contigo? Sem ironias.
Gosto de brincar, e aceito bem uma brincadeira – rio-me muitas vezes das minhas palermices, mas detesto o gozo, a troça.

Questão 19: Quais são os teus maiores defeitos?
Sou orgulhosa (mas não sei bem se isso é um defeito), resmungona (às vezes resmungo sem ter razão)… Há quem diga que “tenho a mania que sei tudo”, mas não sei se isso é verdade… normalmente não deixo uma “discussão” sem resposta, mas isso deve ter a ver com a tal capacidade de argumentação que dizem que eu tenho! Lol (resposta à pergunta seguinte).

Questão 20: Em que aspectos te elogiam e/ou achas ter potencialidades e mesmo orgulho nisso?
Que sou uma boa mãe (às vezes!); que argumento com facilidade (eu não te queria repetir, Marquês, mas também me dizem que tenho jeito para advogada e política, mas também há quem ache o contrário, lol); que sou minuciosa – gosto de fazer tudo muito direitinho (dentro do possível, claro); que sou simpática e bem disposta; que recebo bem os amigos em casa (quem frequenta a minha casa tem que se sentir como se estivesse na sua)… Enfim, enfim… que sou boa pessoa!…

Questão 21: Entre uma televisão, um computador e um telemóvel, o que escolherias?
Computador… (telemóvel é que não… deixem-me sossegadinha, por favor! Ele às vezes toca em cada hora mais inconveniente!)

Questão 22: Elogias ou guardas para ti?
Elogio! Muitas vezes, mas se for merecido!

Questão 23: Tens humildade suficiente para te desculpar, sem ser indirectamente?
Sim, quando vejo que não tive razão, peço desculpa com facilidade, ou quando sou brusca em demasia… às vezes digo as coisas certas, mas não da melhor maneira…

Questão 24: Consideras-te, de grosso modo, uma pessoa sensível ou pragmática?Mais sensível do que pragmática. Há coisas que gostaria de pôr em prática, mas falta-me habilidade.

Questão 25: Perdoas com facilidade?
Perdoo, quando é para perdoar. Quando não é… esqueço a ofensa e o/a ofensor/a! Não perco tempo com coisas que me chateiam.

Questão 26: Qual o teu maior pesadelo ou o que mais te preocupa?
Esta também é difícil, raios! Bom, mas… neste momento? Não ter capacidade (psicológica, física, financeira…) para dar uma boa educação aos meus filhos!

É parte integrante deste prémio a visita aos seguintes blogues:

http://emcadadespedida.blogspot.com/
http://contrapobreza.blogspot.com/
http://meumundomeuarcoiris.blogspot.com/


E agora tenho de passar o desafio a, pelo menos, 5 blogues...
(esta tarefa é muito difícil, porque poderá haver quem não queira ou não lhe apeteça responder, e quem o queira fazer e eu até pense que não. Por isso, desde já convido quem quiser a responder ao desafio... e depois que me informe, pf.)

De qualquer maneira, vou atrever-me a enviar para alguns visinho:


Pensamentos Vagabundos
CAPTIVE OF MY NEGATIVITY
José Luís Araújo
Marcelo C R Oliveira
Um futrica do Mondego
Os Meus Livros
dedo politico
Fiz este blog na Bimby

Espero que não me achem uma intrometida… :)

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Conversas esquisitas!


Há muitos anos (tantos que já nem me lembra quantos), fui com o namorado que ora tinha, a um bar em Matosinhos.
A certa altura, apareceu uma rapariga, com os seus 16, 17 anos, que o cumprimentou efusivamente. Após as apresentações, ela sentou-se na nossa mesa, postando um sorriso constante no rosto e um à-vontade meio pateta.
Enquanto ele saiu por uns instantes para ir buscar umas bebidas, ela resolveu manter a conversa comigo e tornar-se tão íntima quanto o tempo lhe permitia. Sem mais nem propósito, atira:
Ela – A primeira vez que fiz sexo oral foi neste bar.
Eu – Ah?!
Ela – Sim, e foi com o teu namorado.

#Quase que tive um desmaio…#
Ela – É… foi outro dia… Olha, estávamos naquela mesa…
Eu (meia desmaiada!!!) – Ah???!
Ela – Eu estive a contar-lhe as minhas aventuras com o meu namorado… Ele só se ria.
Eu (ainda em transe) – E foi só isso???
Ela – Sim, estivemos a falar…

#UFA!!!# Ainda bem que o sexo oral não passou de oralidade mesmo! Credo!!!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Problema de Expressão!






Um dia, há uns anos atrás, fui almoçar a casa de uma amiga do liceu. Pouco antes da hora da refeição, a mãe dela virou-se para mim e disse-me: “Não sei se gostas do presigo. Não conheço os teus gostos.” A minha amiga, talvez por eu não ter dito nada, apressou-se a sossegar a mãe: “Claro que gosta, ela come de tudo, não é esquisita.” Logo de imediato, perguntou-me: “Gostas do presigo, não gostas?” Respondi que nunca tinha comido presigo, mas de certeza que gostava, porque eu gostava de tudo. Acrescentei, ainda, que não se devia preocupar com isso, mostrando-me simpática.
Pronto, o que fui dizer! Provoquei o riso geral.
Fiquei atrapalhada e envergonhada. Mal conhecia a família dela e não me apetecia nada fazer figura de parva da primeira vez que lá ia.
Bom, depois de algumas horas de grandes gargalhadas, a minha amiga lá me conseguiu explicar o que era o presigo.
Assim, fiquei a saber nesse dia que cá por Famalicão se chama presigo ao prato principal de uma refeição.
Mais tarde, enriqueci os meus conhecimentos, quando me disseram que no Porto se chamava conduto ao mesmo…

Cada vez que o meu filho pergunta se “o comer” está pronto, ou o que é “o comer”, lembro-me desta história, e da cara de tonta que fiz quando, naquele dia, respondi “não sei, nunca comi!”