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sexta-feira, 18 de junho de 2010

Mia Couto - Hoje em Famalicão

Hoje, pelas 21h00, na Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco, não perca esta conversa sobre os seus livros e a sua escrita.
Espero não ser eu a faltar...

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Ideiasmix!

Liberdade de expressão!

Dizem que não há liberdade de expressão em Portugal! Dizem…
Cá por mim continuo a dizer que liberdade não é dizer, nem fazer o que se quer… Há regras que convém que sejam cumpridas para que possamos todos beneficiar da dita liberdade.
O caso do dia é a história do Jornal Sol, que não sei o quê, e que não pode dizer o que quer, e não sei o que mais, porque o Governo quer controlar a comunicação social…
Será?
Pois, ainda que seja verdade, o que me parece é que nada do que se está a passar em Portugal tem a ver com LIBERDADE (devíamos dar mais valor a esta palavra, caramba!), mas com interesses partidários opostos.
A realidade é que alguns jornalistas (ressalvas feitas aos bons – que ainda os há – JORNALISTAS) pretendem eles próprios controlar, a favor das suas convicções políticas e partidárias, os órgãos de comunicação social e utilizá-los como "contra poder" do governo instituído.
Pois, pensemos então quem detém os principais jornais, os principais canais de televisão, as principais estações de rádio… (Se pensarmos bem, concluímos).
Um jornalista tem que ser isento e transmitir NOTÍCIAS. Não lhe cabe o papel das propagandas partidárias oposicionistas (de direita), nem lhe compete gerar o caos e a desconfiança das instituições. (Isto do “governo sombra” já tem lugar na TSF).

Agora, terem comparado estas confusões, que por aqui se vão passando, ao caso Watergate… bem, eu fiquei sem saber se havia de rir se havia de chorar!


Orçamento de Estado

Depois de assistirmos a formações de Governos que conciliaram partidos como PSD/CDS; PS/CDS; PS/PSD, estávamos à espera de quê?
Ainda estaríamos a pensar que o PS faria qualquer tipo de acordo com os partidos de esquerda?
Ainda poderíamos duvidar quais as tendências do actual partido do Governo?
Ontem, quando vinha a ouvir os discursos proferidos no Parlamento português, não pude deixar de sorrir… Dizia então o governo que era tão bom que até tinha conseguido um entendimento com os partidos, por forma a conseguir a aprovação (responsável) do orçamento de estado… E que, claro, os partidos de esquerda eram uns perfeitos irresponsáveis!
Está claro! Alguém (ainda) tinha dúvidas sobre esta aprovação e sobre os parceiros escolhidos pelo governo?
Mais um ano de “vira o disco e toca o mesmo” – Os portugueses aplaudem!



Festa no Centro Social de S. Miguel O Anjo – Calendário, Vila Nova de Famalicão


Ontem fui assistir ao lançamento do livro do Pe Adelino Costa “Venha a Nós o Vosso Reino”, e seguidamente à apresentação do projecto do Lar de Idosos que vai ser construído em Calendário, pela mão do Centro Social de Calendário.
Digamos que fui assim que a modos de obrigada! Pois, o meu filho pequeno é utente do Centro, no Jardim de Infância, e este ano é finalista. Como tal, os finalistas foram cantar umas musiquinhas na abertura do acontecimento e, a família, claro, foi levá-lo e assistir.

Bom, assim como assim, não esperámos pelo final, mas tivemos tempo para assistir a uma parte substancial do espectáculo!

[Ai que nada me correu bem!
Primeiro, hoje era dia de irem fantasiados, e pronto, lá fomos nós, ontem no final da escola (depois das 18h15) correr todas as lojas “dos chineses” que há cá na terra.
- Olha esta que gira (dizia eu suplicante).
- Esta não, porque tem não sei o quê… Aquela não, porque falta-lhe não sei que mais… A outra também não, porque não sei já porquê…
A seguir, comprar algo para fazer para o jantar… e correr para casa.
- Tudo para a banheira, rápido, não temos muito tempo! (ordenava)
- Já vou mãe, já vou… (Raios! Passava das 20h30 e ainda havia gente na banheira).
Finalmente, eram já 20h45, e nada de pai em casa.
- Então, demoras? Daqui a pouco o teu filho tem que estar em cima do palco a cantar (perguntava eu ao telefone).
- Já vou, já vou, estou a chegar…
(AI cá nervos!)]

Resumindo, fomos sem jantar e após um dia completamente stressante.
Concluindo, só quando o meu filho estava em cima do palco é que me lembrei que me tinham pedido para ele ir de calças de ganga e com uma camisola azul escura. Ele estava diferente, foi com a roupa que tinha vestido pela manhã; e logo ontem tinha que o ter vestido com umas calças pretas e uma camisola preta e cinzenta às riscas! (Pronto, não faz mal, faz de conta que era a estrela, as estrelas têm que se destacar dos outros…)

Bom, mas como disse, foi o lançamento do livro do Pe Costa. E como tal, Calendário recebeu os ilustres do Distrito. Na mesa de honra tiveram lugar, para além do autor do livro e o Padre da Paróquia, Sua Eminência o Arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga; Sua Ex.ª o Governador Civil de Braga, Dr. Fernando Moniz; Sua Ex.ª o Presidente da Câmara de Vila Nova de Famalicão, Arq. Armindo Costa.
Ora, este evento decorreu em Calendário, e Calendário tem um Presidente de Junta. Pois, mas o Presidente de Junta não teve lugar na mesa de honra! Isto não me pareceu nada bem! Então não era de dar um lugar naquela mesa ao Presidente de Junta? Acharam que não! Mas eu acho que sim.
Quem me conhece sabe que eu até nem gosto nada do Sr., sabe também que nas eleições últimas fui sua opositora política (ele como cabeça de lista pela coligação PSD/CDS-PP, eu como cabeça de lista pelo BE; ele eleito, naturalmente, eu não eleita), mas que ele é o Presidente de Junta de Calendário, lá isso é. Como tal, parece-me que foi um bocadinho desprestigiante obrigar o Sr. a ocupar o mesmíssimo lugar que qualquer outra pessoa, no público. Digo eu, vá!
...Aquele ambiente cheirava-me a hipocrisia… cheirava-me não, tresandava-me! Aposto que a maior parte das pessoas que compraram o livro e que, em sorrisos derretidos foram solicitar um autógrafo, não querem saber nada dessas coisas do reino de Deus e isso, mas pronto, quem sou eu para falar.
Em seguida, o autor apresentou o seu livro. Um livro religioso, já se vê, nem podia deixar de ser.
Tive que me reter, para não parecer tresloucada. Acreditem que me apeteceu levantar e perguntar: “O Sr. Pe acredita mesmo nisso que está a dizer, ou só o diz por dizer? É que não lhe vejo qualquer convicção.” Contive-me, e ainda bem! A minha família iria ficar envergonhadíssima!

Posteriormente, ainda vimos e ouvimos a apresentação do projecto do lar.
Francamente? Achei normalíssimo, nada de especial, sem graça nenhuma, mas podia ser da fome e do cansaço… Eu não sou arquitecta, é verdade, mas pelo dinheiro que se vai gastar… já vi coisas bem mais bonitas!
Seguiram-se os discursos dos ilustres, mas esses já não tivemos pachorra para ouvir. De mansinho, saímos todos porta fora. Á saída ainda me perguntaram: "E o livro? Não compra?" Mas não, não comprei... Tenho mais onde gastar o meu dinheirinho!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Problema de Expressão!






Um dia, há uns anos atrás, fui almoçar a casa de uma amiga do liceu. Pouco antes da hora da refeição, a mãe dela virou-se para mim e disse-me: “Não sei se gostas do presigo. Não conheço os teus gostos.” A minha amiga, talvez por eu não ter dito nada, apressou-se a sossegar a mãe: “Claro que gosta, ela come de tudo, não é esquisita.” Logo de imediato, perguntou-me: “Gostas do presigo, não gostas?” Respondi que nunca tinha comido presigo, mas de certeza que gostava, porque eu gostava de tudo. Acrescentei, ainda, que não se devia preocupar com isso, mostrando-me simpática.
Pronto, o que fui dizer! Provoquei o riso geral.
Fiquei atrapalhada e envergonhada. Mal conhecia a família dela e não me apetecia nada fazer figura de parva da primeira vez que lá ia.
Bom, depois de algumas horas de grandes gargalhadas, a minha amiga lá me conseguiu explicar o que era o presigo.
Assim, fiquei a saber nesse dia que cá por Famalicão se chama presigo ao prato principal de uma refeição.
Mais tarde, enriqueci os meus conhecimentos, quando me disseram que no Porto se chamava conduto ao mesmo…

Cada vez que o meu filho pergunta se “o comer” está pronto, ou o que é “o comer”, lembro-me desta história, e da cara de tonta que fiz quando, naquele dia, respondi “não sei, nunca comi!”

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Na luta contra o aumento da factura da água!


A Câmara de Famalicão prepara-se para aumentar novamente a factura da água, já em Janeiro de 2010!
Famalicão já é um dos concelhos do país onde se paga mais pelos serviços de abastecimento de água, saneamento e resíduos, e com este aumento o peso vai tornar-se insuportável.
Segundo dados da Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR) ora Instituto da Água e dos Resíduos (IRAR), os municípios que apresentam as facturas anuais mais caras (acima dos € 267,00), por família média, são Famalicão, Barcelos, Aveiro, Vila Real, Lousada, S. João da Madeira, Póvoa do Lanhoso, Albergaria-a-Velhas, Paços de Ferreira e Póvoa do Varzim.

Do outro lado, estão os concelhos de Amares, AnsIão, Calheta (Madeira), Porto Moniz, Penedono, Lajes das Flores, Santa Cruz das Flores, S. Vicente, Corvo e Oleiros, com um encargo anual por família até 30 euros por ano. – consulte aqui o valor das facturas e critérios aplicados, por concelho.

O preço deste serviço varia conforme o sistema aplicável, e existem assimetrias enormes das tarifas no país – as tarifas finais chegam a variar de 1 para 30 – o que torna o esforço dos consumidores completamente injusto.
E parece que assim vai continuar – o governo afasta a hipótese de estabelecer uma tarifa única a nível nacional ou até mesmo uma banda tarifária de variação, admitindo apenas a criação de orientações para as autarquias fundamentarem os preços que praticam, continuando, portanto, a permitir as disparidades e arbitrariedades!

Em termos práticos, isto significa que uma família residente no concelho de famalicão que gaste, em média, 60m3 anuais – o mínimo dos mínimos – terá que pagar € 193,80/ano (€ 16,15/mês), correspondendo € 81,00 (€ 37,20 fixo e €43,80 variável) ao abastecimento de água; € 57,00 (€ 27,60 fixo e € 29,40 variável) de saneamento e € 55,80 (apenas fixo) a resíduos. Uma família que consuma 180m3 pagará € 399,00/ano (€ 33,25/mês).

Ou seja, uma família numerosa (como é o caso da minha – 5 pessoas) e que tenha por hábito tomar banho todos os dias (o que também acontece lá em casa), lavar a louça ou a roupa quando está suja (o que também fazemos), está LIXADA!!! Simplesmente LIXADA!

É certo que devemos controlar o consumo de água, que devemos ter preocupações ambientais, mas raio, o mínimo é o mínimo, e a higiene não pode ser um luxo!
Haverá certamente outros modos de poupar água, outras maneiras de consciencializar para os problemas do planeta! Não foi esta porventura uma medida desta natureza – o objectivo foi antes arrecadar dinheiro para os cofres camarários colocando o peso nos ombros dos consumidores!
Pois que se de cuidados com o ambiente se tratasse e a intenção fosse realmente prevenir o consumo excessivo de água por amor à natureza, este executivo deveria começar por tomar medidas que beneficiassem verdadeiramente o município: Designadamente ampliar a permeabilidade dos solos, através da ampliação da quantidade e extensão dos espaços verdes urbanos, e do aumento do uso de pavimentos permeáveis; Favorecer a infiltração das águas pluviais e a sua retenção em dispositivos subterrâneos de armazenamento, permitindo a redução do caudal; controlar o consumo de água na rega dos jardins municipais, por ex., regando directamente com água do subsolo; seleccionando as plantas adaptadas ao clima e que tenham baixas necessidades de água; combatendo os incêndios, etc, etc, etc.

Bom, mas voltando à vaca fria! A decisão de aumentar o valor da factura da água – que no caso concreto deste município respeita somente ao valor do saneamento – cabe exclusivamente à Câmara Municipal e não necessita sequer de aprovação da Assembleia Municipal.
Mas nós, famalicenses, podemos ter uma palavra a dizer, podemos lutar contra este abuso.
Façamos Manifestações de Protesto, Flash Mobs, assinemos Petições, mandemos Cartas ao Presidente da Câmara de desagrado, mas não permitamos este aumento, que é totalmente injusto e despropositado.

Como quer o Concelho atrair empresários, comerciantes e investidores se o mercado não é atractivo (e essa falta de atracção passa também, ou principalmente, pelas despesas inerentes ao desempenho da sua função – des. preço da água)? Como quer este executivo incentivar as famílias a residirem na nossa cidade se depois lhes atira com contas pesadíssimas impossíveis de controlar?
É preciso urgentemente sentido de responsabilidade!




Nota: Flash Mobs - multidão de pessoas, num sítio público, que realiza uma acção previamente combinada, e que deve dispersar por completo após a realização do proposto.