quarta-feira, 31 de março de 2010

A Carta do Índio Chefe Seattle, "Manifesto da Terra-Mãe"

Foi em 1854 que o chefe Seattle, da tribo Suquamish, do Estado de Washington, depois de o Governo norte-americano ter proposto a compra do território ocupado por aqueles índios, respondeu ao presidente dos Estados Unidos endereçando-lhe a
missiva que se segue.
A mesma foi divulgada pela UNESCO em 1976, quando das comemorações do Dia Mundial do Ambiente.


Eis o texto da carta:

"Como podeis comprar ou vender o céu, o calor da terra? A ideia não tem sentido para nós.
Se não somos donos da frescura do ar ou o brilho das águas, como podeis querer comprá-los? Qualquer parte desta terra é sagrada para meu povo. Qualquer folha de pinheiro, cada grão de areia nas praias, a neblina nos bosques sombrios, cada monte e até o zumbido do insecto, tudo é sagrado na memória e no passado do meu povo. A seiva que percorre o interior das árvores leva em si as memórias do homem vermelho.
Os mortos do homem branco esquecem a terra onde nasceram, quando empreendem as suas viagens entre as estrelas; ao contrário os nossos mortos jamais esquecem esta terra maravilhosa, pois ela é a mãe do homem vermelho.
Somos parte da terra e ela é parte de nós.
As flores perfumadas são nossas irmãs, os veados, os cavalos a majestosa águia, todos nossos irmãos. Os picos rochosos, a fragrância dos bosques, o calor do corpo do cavalo e do homem, todos pertencem à mesma família.
Assim, quando o grande chefe em Washington envia a mensagem manifestando o desejo de comprar as nossas terras, está a pedir demasiado de nós. O grande Chefe manda dizer ainda que nos reservará um sítio onde possamos viver confortavelmente uns com os outros. Ele será então nosso pai e nós seremos seus filhos. Se assim é, vamos considerar a sua proposta sobre a compra de nossa terra. Isto não é fácil, já que esta terra é sagrada para nós.
A límpida água que corre nos ribeiros e nos rios não é apenas água, mas o sangue de nossos antepassados. Se lhes vendermos a terra, recordar-se-á e lembrará aos vossos filhos que ela é sagrada, e que cada reflexo nas claras aguas evoca eventos e fases da vida do meu povo. O murmúrio das águas é a voz do pai do meu pai.
Os rios são nossos irmãos, e saciam a nossa sede. Levam as nossas canoas e alimentam os nossos filhos. Se lhes vendermos a terra, deveis lembrar e ensinar aos vossos filhos que os rios são nossos irmãos, e também o são deles, e deveis a partir de então dispensar aos rios o mesmo tratamento e afecto que dispensais a um irmão.
Nós sabemos que o homem branco não entende o nosso modo de ser. Ele não sabe distinguir um pedaço de terra de outro qualquer, pois é um estranho que vem de noite e rouba da terra tudo de que precisa. A terra não é sua irmã, mas sua inimiga, depois de vencida e conquistada, ele vai embora, à procura de outro lugar. Deixa atrás de si a sepultura de seus pais e não se importa. A cova de seus pais é a herança de seus filhos, ele os esquece. Trata a sua mãe, a terra, e seu irmão, o céu, como coisas que se compram, como se fossem peles de carneiro ou brilhantes contas sem valor. O seu apetite vai exaurir a terra, deixando atrás de si só desertos. E isso eu não compreendo.
O nosso modo de ser é completamente diferente do vosso. A visão de vossas cidades faz doer os olhos do homem vermelho.
Talvez seja porque o homem vermelho é um selvagem e não compreende...
Nas cidades do homem branco não há um só lugar onde haja silêncio, paz. Um só lugar onde ouvir o desabrochar das folhas na primavera, o zunir das asas de um insecto. Talvez seja porque sou um selvagem e não possa compreender.
O vosso ruído insulta os nossos ouvidos. Que vida é essa onde o homem não pode ouvir o pio solitário da coruja ou o coaxar das rãs nas margens dos charcos e ribeiros ao cair da noite? O índio prefere o suave sussurrar do vento esfolando a superfície das águas do lago, ou a fragrância da brisa, purificada pela chuva do meio dia e aromatizada pelo perfume dos pinhais.
O ar é inestimável para o homem vermelho, pois dele todos se alimentam. Os animais, as árvores, o homem, todos respiram o mesmo ar. O homem branco parece não se importar com o ar que respira. Como um cadáver em decomposição, ele é insensível ao mau cheiro. Mas se vos vendermos nossa terra, deveis recordar que o ar é precioso para nós, que o ar insufla seu espírito em todas as coisas que dele vivem. O vento que deu aos nossos avós o primeiro sopro de vida é o mesmo que lhes recebe o último suspiro.
Se vendermos nossa terra a vós, deveis conservá-la à parte, como sagrada, como um lugar onde mesmo um homem branco possa ir saborear a brisa aromatizada pelas flores dos bosques.
Por tudo isto consideraremos a vossa proposta de comprar nossa terra.
Se nos decidirmos a aceitá-la, eu porei uma condição: O homem branco terá que tratar os animais desta terra como se fossem seus irmãos.
Sou um selvagem e não compreendo outro modo de vida. Tenho visto milhares de bisontes apodrecendo nas pradarias, mortos a tiro pelo homem branco de um comboio em andamento.
Sou um selvagem e não compreendo como o fumegante cavalo de ferro possa ser mais importante que o bisonte, que nós caçamos apenas para sobreviver.
Que será dos homens sem os animais? Se todos os animais desaparecem, o homem morrerá de solidão espiritual. Porque o que suceder aos animais afectará os homens. Tudo está ligado.
Deveis ensinar a vossos filhos que o solo que pisam são as cinzas de nossos avós.
Para que eles respeitem a terra, ensina-lhes que ela é rica pela vida dos seres de todas as espécies. Ensinai aos vossos filhos o que nós ensinamos aos nossos: Que a terra é a nossa mãe. Quando o homem cospe sobre a terra, cospe sobre si mesmo. De uma coisa nós temos certeza: A terra não pertence ao homem branco; o homem branco é que pertence à terra. Disso nós temos a certeza. Todas as coisas estão relacionadas como o sangue que une uma família. Tudo está associado. O que fere a terra fere também aos filhos da terra.
O homem não tece a teia da vida: é antes um dos seus fios. O que quer que faça a essa teia, faz a si próprio.
Nem mesmo o homem branco, cujo Deus passeia e fala com ele como um amigo, não pode fugir a esse destino comum. Por fim talvez, e apesar de tudo, sejamos irmãos.
Uma coisa sabemos, e que talvez o homem branco venha a descobrir um dia: o nosso Deus é o mesmo Deus.
Hoje pensais que Ele é só vosso, tal como desejais possuir a terra, mas não podeis. Ele é o Deus do homem e sua compaixão é igual tanto para o homem branco, quanto para o homem vermelho.
Esta terra tem um valor inestimável para Ele, e ofender a terra é insultar o seu Criador. Também os brancos acabarão um dia talvez mais cedo do que todas as outras tribos. Contaminai os vossos rios e uma noite morrerão afogados nos vossos resíduos.
Contudo, caminhareis para a vossa destruição, iluminados pela força do Deus que vos trouxe a esta terra e por algum desígnio especial vos deu o domínio sobre ela e sobre o homem vermelho. Este destino é um mistério para nós, pois não compreendemos como será no dia em que o último bisonte for dizimado, os cavalos selvagens domesticados, os secretos recantos das florestas invadidos pelo odor do suor de muitos homens e a visão das brilhantes colinas bloqueada por fios falantes. Onde está o matagal? Desapareceu. Onde está a águia? Desapareceu.
Termina a vida começa a sobrevivência."

segunda-feira, 29 de março de 2010

Parabéns Alex Ryu Jitsu


Já chegamos do campeonato do mundo de kempo chinês, que decorreu em Torres Novas entre os dias 25 e 28 deste mês. Foi cansativo, mas correu bem, muito bem. Alex Ryu Jitsu, a arte marcial que praticamos, arrecadou cerca de 40 medalhas de ouro, 30 de prata e15 de bronze.
As minhas filhas, claro, trouxeram as suas… A Gabriela conseguiu, com muito mérito, uma medalha de ouro; a Bárbara veio com a de bronze. Foi injusto, extremamente injusto, ela bem merecia o primeiro lugar, mas isso já são águas passadas e histórias superadas.
Elas são o meu orgulho... são umas atletas excelentes, são umas vencedoras!

Pelo seu desempenho, todos os atletas Alex Ryu Jitsu estão de parabéns e aqui quero deixar a minha homenagem.
É gratificante saber que Mestres Internacionais e Nacionais elogiaram o nosso estilo e congratularam os nossos atletas e associação.

domingo, 21 de março de 2010

sábado, 20 de março de 2010

terça-feira, 16 de março de 2010

Educação - o problema da violência

A ministra da Educação, Isabel Alçada, afirmou que vai ser aprovado um diploma para reforçar a rapidez na intervenção do director em caso de agressão, podendo os alunos agressores ser suspensos imediatamente logo após a ocorrência da agressão. aqui

Naturalmente, louvo esta medida.
Repor a autoridade de professores de demais agentes educativos, será, sem dúvida, o primeiro passo para solucionar este dramático problema.
No entanto, parece-me que, a par desta, deveriam ser primordialmente valorizadas medidas de prevenção do bullying, da agressão.
Nas escolas ainda graça a falta de conhecimento das características deste fenómeno. Desconhece-se como ele se manifesta e como se desenvolve.
Assim, entendo dever-se apostar cada vez mais na formação – de professores, educadores, funcionários das escolas, e também pais – sobre a forma de actuar em casos de violência (física ou verbal) perpetrada por crianças e adolescentes.
Na mesma esteira, deve ser estreitada a supervisão dos espaços escolares, designadamente dos recreios, por funcionários preparados, para pôr cobro a qualquer situação desta natureza.
Dinamizar os recreios, com jogos colectivos, que tenham em vista o apertar das relações do grupo, poderá ser uma forma interessante e despreocupada de orientar os alunos para a solidariedade e partilha.
As associações de pais, interventivas, para além de vincarem as ligações, tantas vezes inexistentes, entre escola e família, devem servir como pólo fiscalizador e detector destes comportamentos.
É fundamental que nas escolas, ou com ligação a ela, existam estruturas de apoio psicológico especializadas, direccionados aos alunos, quer às vítimas, quer aos agressores. As questões emocionais devem ser tratadas com toda a sabedoria: Da banda da vítima trabalhando a forma de repor os níveis de auto-estima e de defesa; no caso dos agressores, ensinando-lhes competências sociais, de partilha, de cidadania.

VÃO-SE EMBORA - Mahmud Darwish



Passageiros entre palavras fugazes:
carreguem os vossos nomes e vão-se embora,
Cancelem as vossas horas do nosso tempo e vão-se embora,
Levem o que quiserem do azul do mar
E da areia da memória,
Tirem todas as fotos que vos apetecer para saberem
O que nunca saberão:
Como as pedras da nossa terra
Constroem o tecto do céu.

Passageiros entre palavras fugazes:
Vocês têm espadas, nós o sangue,
Têm o aço e o fogo, nós a carne,
Têm outro tanque, nós as pedras,
Têm gases lacrimogéneos, nós a chuva,
Mas o céu e o ar
São os mesmos para todos.
Levem uma porção do nosso sangue e vão-se embora,
Entrem na festa, jantem e dancem…
Depois vão-se embora
Para nós cuidarmos das rosas dos mártires
E vivermos como queremos.

Passageiros entre palavras fugazes:
Como poeira amarga, passem por onde quiserem, mas
Não passem entre nós como insectos voadores
Porque temos guardada a colheita da nossa terra.
Temos trigo que semeámos e regámos com o orvalho dos nossos corpos
E temos aqui o que não vos agrada:
Pedras e pudor.
Se quiserem, levem o passado ao mercado de antiguidades
E devolvam o esqueleto à poupa
Numa travessa de porcelana.
Temos o que não vos agrada: o futuro
E o que semeamos na nossa terra.

Passageiros entre palavras fugazes:
Amontoem as vossas fantasias numa sepultura abandonada e vão-se embora,
Devolvam os ponteiros do tempo à lei do bezerro de ouro
Ou ao horário musical do revólver
Porque aqui temos o que não vos agrada. Vão-se embora.
E temos o que não vos pertence:
Uma pátria e um povo exangue,
Um país útil para o olvido e para a memória.

Passageiros entre palavras fugazes:
É hora de vocês se irem embora.
Fiquem onde quiserem, mas não entre nós.
É hora de se irem embora
Para morrerem onde quiserem, mas não entre nós
Porque nós temos trabalho na nossa terra
E aqui temos o passado,
A voz inicial da vida,
E temos o presente e o futuro,
Aqui temos esta vida e a outra.
Vão-se embora da nossa terra,
Da nossa terra, do nosso mar,
Do nosso trigo, do nosso sal, das nossas feridas,
De tudo… vão-se embora
Das recordações da memória,
Passageiros entre palavras fugazes.


quinta-feira, 11 de março de 2010

Escravatura do Mundo Actual


Hoje dei boleia a uma mãe que tem a sua filha no mesmo infantário que o meu filho.
Aproveitou ela para me expor um caso laboral do seu marido, e aferir da sua legalidade.
Contou-me, então, que enquanto o seu marido, único "empregado" de uma certa serralharia, trabalhava, uma determinada máquina se avariou. Asseverou-me que ele a estava a utilizar da forma como sempre fez. A máquina simplesmente avariou.
Ora, o “patrão” resolveu o assunto da forma mais fácil – mais fácil e mais desonesta: Atribuiu, a seu bel prazer, um preço à máquina (mil e tal euros), e pôs o “empregado” a pagá-la.
Não lhe desconta no ordenado, é certo, mas obriga-o a trabalhar horas extraordinárias, não retribuídas, até perfazer aquele valor.
Resumindo, o “empregado” tem trabalhado todos os Sábados… a custo zero.
Bela maneira que o “patrão” encontrou para vender aquela velha máquina, sim senhor!
Nesta altura, já lá vão quatrocentos e tal euros de trabalho, que o “patrão” meteu ao bolso à custa do “empregado”.
Diz a senhora que ele é bom no que faz: “Faz um portão do princípio ao fim… e cada portão!” – afiançou-me.

Ouvi o que me disse e respondi-lhe que deveria reclamar.
A senhora objectou-me constrangida: “Como é que ele vai reclamar? Eu estou desempregada, faço umas horas em casas de senhoras. O trabalho é pouco. Temos casa para pagar, uma filha para sustentar… Ainda ontem fui dispensada de uma casa, porque, disse a patroa, estamos em crise…”
Perguntei-lhe porque é que o marido não se lançava sozinho na arte, mas imediatamente me arrependi. Dei-me logo conta que isso não era solução. As máquinas são caras e quem está aflito com as contas, não as pode comprar.
E ainda nos pedem para apertar o cinto…
Eu queria saber, qual cinto?

Casamentos...







terça-feira, 9 de março de 2010

segunda-feira, 8 de março de 2010

Dia Internacional da Mulher!


Dizem que a celebração do Dia Internacional da Mulher não faz sentido e que não passa de uma discriminação (positiva) das mulheres.
Dizem que, se queremos ser iguais, nunca deveríamos aceitar este como um dia especial nosso.

Será?

Pois não me parece.

Este dia, para além de recordar todas as conquistas sociais, políticas e económicas das mulheres, ao longo dos tempos, rememora, de igual modo todas as discriminações e as violências a que muitas mulheres ainda estão sujeitas em todo o mundo.
E as mulheres portuguesas não são excepção, embora possamos dizer que, felizmente, estamos em melhores condições do que outras.

Pois que,

Enquanto houver mulheres violentadas, nos seus lares, espezinhadas e humilhadas, LUTEMOS!

Enquanto tivermos salários mais baixos do que os homens para o desempenho das mesmas funções, LUTEMOS!

Enquanto nos for impedido o acesso a funções de chefia, de direcção no mesmo pé de igualdade que aos homens, LUTEMOS!

Enquanto tivermos que ser nós a desdobrarmo-nos entre a profissão, a vida de casa e a escola dos filhos, sem qualquer reconhecimento, LUTEMOS!

Enquanto existir quem considere a inexistência de igualdade de capacidades, LUTEMOS!

Enquanto houver Juizes, nos Tribunais de Família que, para aferirem da existência de vida em comum do casal, tenham coragem de perguntar à mulher se ELA cozinha para ELE, e se ELA lhe lava a roupa, LUTEMOS!

Enquanto nos meios de comunicação social passarem anúncios de produtos de limpeza em que as protagonistas sejam apenas mulheres, LUTEMOS!

Enquanto não sentirmos, verdadeiramente, que existe IGUALDADE… LUTEMOS!

Passados que estão cem anos desde que Clara Zetkin propôs o dia 8 de Março como Dia Internacional da Mulher, na II Conferência Internacional de Mulheres Socialistas, continuo a sentir que existe discriminação e que este dia continua a fazer todo o sentido.

Parabéns a TODAS NÓS por todas as conquistas alcançadas e coragem para todas as contendas futuras!

sábado, 6 de março de 2010

quinta-feira, 4 de março de 2010

Bullying na escola! O drama de quem o vive…

As páginas dos jornais vêm hoje lotadas com o caso trágico ocorrido ontem, em Mirandela, com uma criança de 12 anos, que acabou por se suicidar nas águas do Tua.
Todos fomos conhecedores do caso, e todos ficamos chocados. Eu, pessoalmente, lamento-o profundamente.

Face a um caso desta envergadura, depois de acontecer o pior, ninguém tem dificuldade em identificar a sua gravidade e classificá-lo como bullying. Quanto a isso há consenso.
Todos falamos sobre o bullying, sobre a problemática envolvente, e todos nos admiramos pelo facto de não ser detectado.
Perguntamos: Como é possível ter chegado a este extremo sem ninguém ter dado conta?
Questionamo-nos sobre a incapacidade de pais e educadores agirem atempadamente.
Pois questionamos! É que nós temos uma ideia errada acerca do assunto. Consideramos que bullying é somente a violência NOTÓRIA perpetrada a um colega! Pensamos, mas pensamos mal!
Bullying não é só isso… Aliás, o bullying normalmente não começa assim…
Um agressor não é meramente aquele que espanca sistematicamente alguém. Há os agressores subtis, que quanto a mim poderão ser ainda mais perigosos do que os outros, principalmente porque não dão nas vistas. Paira, ainda, a ideia, entre pais, educadores e população em geral, que bullyin respeita apenas àqueles casos graves de espancamentos repetidos entre pares. Mas isto não é verdade.
Então, afinal, o que é isto do bullying de que tanto se fala?
Pois é, bullying consiste na violência física e/ou psicológica consciente e intencional exercida por um indivíduo ou um grupo sobre outro indivíduo, ou grupo, incapaz de se defender e que, em consequência de tal agressão, fica intimidado, podendo ver afectadas as respectivas segurança, auto-estima e personalidade.

Nesse caso… e assim sendo, a que é que podemos chamar violência?
Saberemos nós verdadeiramente quais são os contornos reais do bullying?
Não, não sabemos. Creio que o conhecimento sobre a matéria é completamente insuficiente.

Alexandre Ventura, do departamento de Ciências da Educação da Universidade de Aveiro assevera-nos que gozar, chamar nomes, ameaçar, empurrar, humilhar, excluir de brincadeiras e jogos são actos de bullying. E que embora estes sejam actos de todos os dias, que acontecem "desde sempre, desde que há crianças", devem ser atendidos com a mesma preocupação que outros que se nos apresentam mais evidentes. Acrescenta ainda que muitas vezes tais actos são considerados pelos adultos como "saudáveis" e "uma boa forma de aprender a viver e a defender-se", e como tal não se lhes dá relevância. Mas isso não é assim, pois estas atitudes, aparentemente pequenas e insignificantes, podem deixar marcas para toda a vida – podem marcar a personalidade de uma pessoa para sempre ao torná-la débil na capacidade de comunicação, ao torná-la incapaz de se afirmar em termos sociais, profissionais e amorosos. Por isso, é de primordial importância identificá-las e evitá-las.
Acrescenta, ainda, que as vítimas de "bullying" tornam-se muitas vezes pessoas tão frágeis que chegam mesmo a tentar o suicídio.
E o mais grave é que, ainda segundo aquele pedagogo, quando as vítimas procuram denunciar as situações em que vivem, "são mal recebidas, acabando por ser também vítimas de incompreensão".
"Normalmente, as vítimas sofrem em silêncio. Sentem-se ridículas e até culpadas pelo facto de serem vítimas. Os órgãos de gestão, os professores, os auxiliares de acção educativa e os pais têm de assumir as suas responsabilidades, deixarem de aceitar como normal o que é aberrante e injustificado, e agir", concluiu Alexandre Ventura.

***

E se tivermos um filho que é vítima de bullying??? O que fazemos???

Talvez não saibamos tomar as melhores atitudes… pois não… Mas a verdade é que uma lágrima de um filho transforma-se num oceano para um pai!
Conto um caso:
Numa escola de 1º ciclo, uma criança de 8 anos tem sido, quase desde o início deste ano lectivo, excluída pela maior parte dos seus colegas. Brinca apenas com uma ou outra coleguinha que também não recebem a estima dos restantes da turma. E isto não acontece porque ela (ou elas) não queira brincar com os outros colegas, acontece porque os outros não a deixam participar nas suas brincadeiras. Ou melhor, duas colegas começaram por não querer brincar com ela e diziam aos outros para também não o fazer.
O que disseram os pais desta criança massacrada?
Para não ligar, para brincar com outras meninas ou meninos, para tentar entrar no grupo, mas para ter calma porque as coisas podiam não ser fáceis e para estar preparada para as barreiras que pudessem vir a surgir. Para não entrar em conflito com ninguém, para ser amiga dos outros, para ter confiança nela.
Começaram essas duas colegas dar-lhe sapatadas e pontapés, com o aval e a protecção dos outros. Todos frequentemente lhe chamam nomes, ridicularizam as suas roupas ou o que calça (roupas e calçado normalíssimos), inventam histórias, ampliam histórias, criticam a sua maneira de ser, o que faz e o que diz, ameaçam que lhe vão bater. Criticam a sua mãe, por causa das opções políticas (que são públicas, mas não acolhem o agrado da maioria), dizem-lhe (fundamentalmente essas duas) que ela é pobre porque a mãe é de um partido de esquerda e que “por ser pobre é que está na política”.
O que lhe disseram os pais desta criança maltratada?
Que elas não sabem o que dizem, que estão erradas, que a mentalidade delas é tacanha o suficiente para não verem nada à sua frente a não ser um conjunto de factores supérfluos e vazios que não interessam a ninguém, que se pensam assim, coitados! Que ela (a agredida) é bonita (porque é), inteligente (porque é), e que o problema não está nela, mas nas outras. Que não ligasse aos insultos, mas que reagisse sempre que alguém a quisesse agredir fisicamente – que se defendesse, e caso não fosse suficiente, que atacasse também.
O que é que a pequena dizia?
Que não lhes podia fazer nada, porque eles eram muitos e para além de tudo, se reagisse iria ser posta de castigo e não queria, que era pior.
Os pais insistiam, e diziam-lhe que não se preocupasse, que caso ficasse de castigo por causa disso, logo se resolveria, mas que não podia permitir que a maltratassem.
Não reagiu.
Um dia, uma dessas duas, agrediu-a fisicamente e com violência, na zona da cabeça. Nessa altura, a pequena tinha acabado de furar as orelhas e a agressora conseguiu enterrar-lhe o brinco na orelha, que ainda não tinha acabado de cicatrizar. Uma mãe, que se encontrava pela escola, telefonou à mãe da agredida para que viesse imediatamente porque a sua filha estava a sangrar e precisava de auxílio. A mãe pôs-se na escola em menos de nada e foi informada, pelas mães que lá estavam, do que tinha acontecido. A petiza teve que recorrer aos serviços de enfermagem e foi sujeita a alguns tratamentos aí localizados.
O que fez a mãe da criança agredida?
A mãe ficou desesperada, mas entendeu que a melhor via seria a conversa. E foi conversar com a mãe da agressora, apesar das súplicas da filha para não o fazer.
- Por favor, mãe, por favor, ainda vai ser pior! – Dizia ela.
A conversa da mãe da agredida com a mãe da agressora correu bem. A mãe da agressora prometeu que iria repreender a filha, pediu desculpa e condenou a atitude, afirmou que desconhecia o que se estava a passar, que nem percebia o porquê de tudo estar a acontecer e que depois dizia alguma coisa. (Nunca disse)
A mãe da agredida pensou que o assunto, embora delicado, pudesse ter um fim ali.
Mas não terminou!
As situações de exclusão mantiveram-se, as verborreias mantiveram-se, os ataques mantiveram-se.
A preocupação dos pais agravava-se, mas a atitude mantinha-se – Reage, filha, reage! Não te deixes intimidar. Se não querem brincar contigo deixa lá, brinca com outros, vai para a beira da tua irmã, junta-te a fulana ou a sicrana. Tenta ser amiga de todos e tenta entrar no grupo aos poucos, vais ver que consegues. Não penses que o problema é teu, porque não é. Tu tens amigos nos escuteiros, no Karaté, dás-te bem com os teus primos, com outras crianças… não penses que o defeito é teu, não te culpabilizes…
Quando a mãe a ia levar à escola, ficava sempre que podia por lá, tentava dar algum apoio, pelo menos enquanto não chegavam as professoras ou a sua única amiga.
Ao sair da escola, a mãe perguntava-lhe sempre como tinha corrido o dia, e o mais discretamente que podia, se tinha estado sozinha ou tinha brincado com o grupo.
A resposta era, maioritariamente, a mesma: “Estive a brincar com Fulana, mas não te preocupes, eu não me importo que não me deixem brincar com eles, eu estou bem.”
Claro que não estava, mas os pais não podiam fazer muito. Pois, embora todos os pais queiram que os seus filhos sejam amados pelos colegas, essa não é uma tarefa que dependa deles – ninguém pode “obrigar” ninguém a gostar de ninguém.
Terça-feira passada, esta criança voltou a ser agredida com intensidade por uma dessas duas colegas.
Enquanto estava no WC com a sua única amiga, foi abordada pelas duas principais instigadoras do grupo que destilaram o seu ódio para cima dela. Perante uma reacção da agredida, uma das agressoras deu-lhe uma estalada. A agredida ia reagir, não fosse a amiga chamá-la a atenção para a circunstância de estar a sangrar pelo nariz. A pequena não quis dar parte fraca e escondeu o quanto pôde esse facto dos colegas – iria ser alvo de chacota, pensou.
No fim do dia, estava de rastos. Tinha sofrido e estava a sofrer.
Contou à mãe. Contou à irmã. Não quis contar a mais ninguém.
O que fez a mãe da criança violentada?
Insistiu para que reagisse.
Ela não fez nada, não conseguiu, mas a irmã agiu: No dia seguinte passou uma rasteira à agressora e ela estatelou-se no chão!
Fez mal? Com franqueza, deixemo-nos de querer ser politicamente correctos, deixemo-nos de tretas: Fez! Fez bem. “Defendeu” a irmã que estava a ser vítima de agressões.
Como reagiram os colegas?
Ameaçaram a vítima mais uma vez, fizeram-no em grupo, por covardia (eram 17 contra uma), preveniram-na que no recreio da tarde ela ia ver o que era bom, que aí é que ia chorar.
A criança, à hora do almoço quase tinha um colapso. Chorou, chorou, disse que não queria voltar para aquela escola, que quem lhe dera morrer!
O que fez a mãe da ofendida?
Tentou descansá-la, apoiá-la. Pediu-lhe para não se preocupar que iria resolver o problema, que não iria deixar que nada de mal lhe acontecesse.
Foi, então, falar com a professora, contou-lhe o que se passava e solicitou-lhe que estivesse especialmente atenta, que estivesse prevenida. A professora confirmou que já se tinha apercebido de alguma coisa estranha na classe, mas não sabia exactamente o quê. Que eles se peganhavam, mas que eram todos, de uma forma geral. A professora mostrou-se cooperante.
Enquanto falava com a professora, do lado de fora da escola, a mãe da agredida percebeu que o grupo agressor estava à porta da escola e continuava a ameaçar a sua filha com gestos e palavras inapropriadas. Mostravam-se insolentes e provocadores.
A mãe falou com a professora, mas não ficou sossegada, face à atitude dos colegas.
Foi trabalhar, mas não trabalhou… Passou a tarde a ver como haveria de resolver o problema. Tentou falar com uma psicóloga conhecida, mas não a encontrou. Tentou ligar para a linha bullying, mas não conseguiu – o número de telefone que consta das informações já não está activo, mudou. Quando o conseguiu saber, informaram-na que só funcionava das 18h às 20h. Esperou. Esteve a tarde toda a fervilhar.
Resolveu ir falar com a mãe de um desses colegas. Foi. A mãe dele mostrou-se preocupada, admirada e prometeu resolver o problema.
A mãe da agredida continuava a pulular. Só ficaria sossegada quando voltasse a ver a filha.
A mãe da agredida telefonou ao marido a quem contou o que se estava a passar. O pai da agredida rebentou. Foi à escola. Foram os dois à escola. Esperaram pelo toque. Agiram de cabeça quente. Estavam nervosos. Agiram!
O pai da agredida por várias vezes afirmou, em tom elevado, é verdade, que, se queriam bater na filha dele que o fizessem, mas de um para um, não 17 contra um. Desafiou (não dirigindo-se às crianças directamente, mas em alta voz) cada um dos agressores a confrontarem-se com a filha, individualmente, para se saber, afinal, quem eram os heróis.
Na frente da mãe da agredida, o colega, filho da pessoa com quem ela tinha estado a falar naquela tarde, atestou que andavam a perseguir e a bater à agredida porque aquelas duas instigadoras lhes pediam para o fazer. (Não se riam disto, e não digam que se vão é porque querem, que ninguém obriga ninguém - a valentia dos covardes apoia-se na fragilidade dos outros, e é bem mais fácil, sabêmo-lo, estar do lado dos mais fortes do que do lado dos mais fracos!)
A mãe pediu justificações ao pai de uma das principais agressoras. Mas esse pai teve uma atitude insolente tal qual a que a filha tem, foi cínico, … hipocritamente calmo. Tal atitude teve na mãe da agredida um efeito nefasto. Fê-la reagir como ela não queria reagir.
Quando a mãe da agredida, a meio da conversa, referiu ao pai da agressora que isto era bullying, o ilustre pai riu-se cinicamente, como quem diz “esta é maluca” e replicou: “bullying, ã, ora essa. E também não conhece a sua filha no contexto escola.”
Pois não, não conhece, assim como esse pai também não conhece a sua filha – ou para a filha dele essa máxima não se aplica?
Quando confrontado com o facto de ser a filha dele uma das que pedia para os outros baterem na agredida, respondeu petulante: “E quem diz isso? As crianças dizem o que quiserem.”
Em nenhuma altura este pai referiu que iria averiguar o que se passava, que a iria repreender a filha, ou que iria falar fosse com quem fosse. Este pai demonstrou que considerava que a filha dele era uma criança fofinha e inofensiva.
Os pais da agredida agiram mal?
Agiram, certamente… excederam-se… Objectivamente podemos dizer que será um comportamento incorrecto. É.
Subjectivamente?
É fácil dizer o que está certo ou errado quando não é nada connosco. É fácil dizer como mover-se quando não se trata dos nossos filhos. É fácil falar quando se está de fora. Não é fácil para quem passa por elas.
A mãe da agredida hoje foi falar com a Directora da escola, “justificar-se” e esclarecer qualquer mal entendido.

… Quiseram os agressores hoje passar a vítimas…
Fizeram-no de tal forma que a criança agredida afiançava, ao sair da escola, que a culpa era dela. Que ela é que tinha provocado tudo…
Mal de nós se depois tudo isto os agressores passam a vítimas e os agredidos passam a carrascos!!!!

E agora pergunto: Ter-se-à consciência de que isto é bullying? Não!
“São atitudes de crianças”, disseram-me! Bullying não é.

Não????
Volto à pergunta crucial: O que é o bullying? Como se manifesta? Quais as suas consequências?
Podemos obter respostas aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui.
Penso que precisamos todos de mais informação sobre o tema. Professores, funcionários das escolas, pais, deveriam ter formação específica sobre esta matéria. Deveriam saber exactamente como detectar estas conjunturas, como agir, o que fazer.
Há que denunciar as situações. Os agredido, ou seus pais, não devem envregonhar-se, deixem essa vergonha para os agressores e os seus progenitores que é a quem ela pertence.
Há que referenciar as crianças que atacam, identificá-las, vigiá-las, corrigi-las.
Há que defender os que padecem, protegê-los, apoiá-los.
É de primordial importância que exista nas escolas um espaço, um gabinete, aonde as crianças e jovens, vítimas ou simples testemunhas, possam ir denunciar aquilo que viveram ou viram acontecer.
Deixo um alerta: Pais, estejam atentos. Ajam! E façam-no quer os vossos filhos estejam na posição de vítimas quer estejam na de ofensores.
Existe uma linha específica para o bullying, que pertence à Associação Nacional de Professores, para a qual se pode ligar das 18h às 20h: agora esse número é o 961 333 059.
Falem na escola atempadamente, digam à professora, à Directora, aos funcionários.
Se não obtiverem resposta positiva da escola, contactem a Comissão de Protecção de Crianças e Jovens, o Ministério Público. O Agrupamento, a DREN, o Ministério da Educação, a Ministra se for preciso. O Primeiro-ministro, o Presidente da República. Seja quem for.
Denunciem, não fiquem calados.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Iggy Pop - Candy

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Nariz do Mundo - Moscoso - Cabeceiras de Basto

Este fim-de-semana estivemos no Nariz do Mundo, em Moscoso, um dos locais mais bonitos da Serra da Cabreira.

Moscoso pertence ao concelho de Cabeceiras de Basto, Distrito de Braga.


Pernoitamos e fizemos as nossas refeições no restaurante e albergue Nariz do Mundo, que assim se chama por ter a sua localização junto de um desfiladeiro rochoso com esse nome.

Com um toque rústico, o espaço é muito bem cuidado – as paredes de granito e as mesas e os bancos de madeira embelezam-no. Os quartos têm uma decoração simples mas com muito bom gosto.


Tivemos um pouco de azar com o clima, mas a verdade é que a partir da tarde de Sábado, apesar de chuvoso, o tempo conseguiu manter-se mais ou menos estável e foi-nos possível conhecer um pouco da região, dando alguns passeios… molhados.

Como não podia deixar de ser, no restaurante do Sr. João, envoltos num agradável calor, lambuzamo-nos com as delícias típicas daquelas paragens. Quisemos experimentar de tudo: começamos com chanfana de cabra bravia, costeletões de novilho na brasa, cozido à portuguesa e terminamos com rabanadas de mel e bolo de mel.

É, sem dúvida, um local que vale a pena conhecer.

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Portugal nunca me desilude no que toca à sua beleza! Mas desilude-me sempre na sua organização.
É admirável como, num país tão pequeno, conseguimos ter tanto e tão belo. O nosso rectângulo brinda-nos com paisagens estonteantes e totalmente diferenciadas em cada uma das suas regiões. Paramos no Baixo Minho, e somos confrontados com características paisagísticas diferentes das da ali vizinha Trás-os-Montes ou das do Alto Minho. Descemos para as Beiras e comparamos a singularidade de cada uma delas com a originalidade do Ribatejo ou do Alto Alentejo. As particularidades do Baixo Alentejo, da Estremadura ou do Algarve…

Percorramos o país de lés a lés e espreitemos cada pormenor das suas vistas – concluiremos que somos uns privilegiados, uns afortunados… e uns descuidados!
É incrível como não somos capazes de aproveitar nenhuma das potencialidades que a natureza e a história tão gentilmente nos ofereceu – não temos delimitações, sinalizações, indicações… Aparte dos esforços de particulares, que querem ver a sua região crescer e têm olho para vislumbrar a possibilidade de um negócio, não possuímos estruturas capazes de nos permitir fazer um turismo “cultural” e enriquecedor.

As perguntas curiosas dos nossos filhos, ou as nossas próprias, ficam sem resposta face à inexistência de qualquer informação.

- Olha aquela inscrição, aquela gravura, aquela pedra, aquelas ruínas, aquele monumento, aquela estátua, aquela qualquer coisa… Que bonito! O que é? De que época?
- Glup!!!... Errrrr… Não sei!

Ou bem que somos uns especialistas em história e geografia, ou, ficamos sem resposta. Pois que, caso sejamos ignorantes na matéria, não nos é permitido evoluir, já que não temos onde ir buscar informação sobre o que queremos saber.
Vamos à internet pesquisar sobre o assunto, mas não ficamos satisfeitos… procuramos em enciclopédias, pouco nos diz… (sobre muita coisa é mesmo nada), perguntamos a quem pensamos que sabe, e deparamos com imprecisões… Pois que, salvo alguns monumentos (os grandes monumentos, aqueles que já todos conhecemos e sabemos de cor a história e as historietas) que são reconhecidos como património cultural do nosso país, tudo está votado ao abandono estadual e ao esquecimento.
É pena que não sejamos competentes para preservar o que é nosso, não estejamos aptos para conhecermos e dar a conhecer o que de tão rico possuímos, que não sejamos capazes de nos orgulhar de sermos quem somos e de querermos mostrá-lo a toda a gente… Que não consigamos favorecer aquilo que, ao longo da história, os nossas antepassados foram construindo e nos delegaram em herança…


É o chamado: Dar pérolas a porcos!